509 ANOS PASSADOS…

22 de abril de 1500….. Uma manhã bem quente como de costume nessas terras que por ventura ainda eram desconhecidas. As pessoas que estavam nas embarcações viram pássaros sobrevoando o céu azul, sinal que estava perto. 

 No desembarque os homens vestidos dos pés a cabeça se viram em um lugar com homens e mulheres de cor mulata, cabelos lisos, traços diferentes do que estavam acostumados, não usavam roupas como europeus, a maioria se encontrava literalmente pelados.

Um dos portugueses chegou para o Cacique da tribo e falou:
– Viemos em paz caros desconhecidos, só queremos colonizar suas terras, pegar todas as riquezas ouro, prata, essa madeira chamada pau-brasil, catequizar vocês e claro fazer uma miscigenação com suas mulheres.
O índio respondeu:
– Claro meus brothers podem chegar aí, fiquem à vontade e podem se sentir em casa. Ao dizer isso, o pele vermelha mal sabia que estava declarando sua própria sentença… O resto você já sabe… Na verdade se pegar um livro didático, essa sensação é passada, onde eles eram legais, porque descobriram o Brasil, e viva o Pedro Álvares Cabral!
“Trazia este velho o beiço tão furado que lhe cabia pelo buraco um grosso dedo polegar. E trazia metido no buraco uma pedra verde, de nenhum valor, que fechava por fora aquele buraco. E o Capitão lha fez tirar. E ele não sei que diabo falava e ia com ela para a boca do Capitão para lha meter. Estivemos rindo um pouco e dizendo chalaças sobre isso. E então enfadou-se o Capitão, e deixou-o. E um dos nossos deu-lhe pela pedra um sombreiro velho; não por ela valer alguma coisa, mas para amostra. E depois houve-a o Capitão, creio, para mandar com as outras coisas a Vossa Alteza”.
Esse é um trecho da certidão de nascimento do Brasil – A carta de Pero Vaz de Caminha- e demonstra a visão dos conquistadores sobre o novo mundo. As palavras do grande pensador Varg Vikernes se encaixam exatamente a respeito dessa questão.
“Os dissidentes são sempre demonizados e os que apóiam os que estão no poder sempre são glorificados. A história não é nada além de uma ferramenta usada pelos poderosos para fazerem com que as massas os adorem e os sigam e também para terem certeza de que essas pessoas rejeitem e trabalhem contra seus inimigos ou adversários”. Ou seja, como diria Napoleão Bonaparte “História é a fábula defendida pelo vitorioso”.
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