ARQUITETURA E DESTRUIÇÃO

A busca pelo belo, do mais bonito, do mais forte. Qualidades sempre bem valorizadas pela humanidade, não é atoa que um homem seguiu essas diretrizes à risca para embelezar o mundo, nem que para isso tivesse que destruí-lo para conseguir seu objetivo. “O nazismo também era estética”, “Pregava que uma nova Alemanha surgiria, mais forte e mais bonita, num sonho ao qual só os artistas podiam dar forma”.

Palavras do diretor do documentário “Arquitetura e Destruição”, Peter Cohen. A produção mostra a trajetória de Hitler e de alguns de seus mais próximos colaboradores com a arte, além de destacar a importância da arte na propaganda, que por sua vez teve papel fundamental no desenvolvimento do nazismo em toda a Alemanha.

Durante a guerra a arte moderna foi apresentada como degenerada, relacionada ao bolchevismo e aos judeus. Para os homens de Hitler, as obras modernas distorciam o valor humano e na verdade representavam as deformações genéticas existentes na sociedade.

Demostrava o ideal de beleza como sinônimo de saúde e consequentemente com a eliminação de todas as doenças que pudessem deformar o “corpo” do povo. Esse foi um dos pontos onde surgiu a medicina nazista, Joseph Mengele que o diga. Durante a invasão dos soldados alemães à França, Hitler impediu que a cidade de Paris fosse bombardeada para não destruir as belezas arquitetônicas.

A fixação pela beleza era tão grande que o III Reich visitou a Ópera, o Arco do Triunfo, alguns prédios imponentes da terra francesa. Em 1941, na conquista da Grécia; nova viagem do Führer, que tinha na beleza da antigüidade um de seus modelos. O documentário ainda dedica a mostrar como foi a perseguição e eliminação dos judeus como parte do processo de purificação, não só da raça, mas de toda a cultura através do processo de extermínio. A Alemanha foi o país que mais se desenvolveu a filosofia depois da Grécia, o nazismo não era algo feito por qualquer um, aqueles que sustentavam essa bandeira eram filosófos, artistas e ao mesmo tempo um perigo para a humanidade. Em breve mais posts sobre essa nova série.

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Uma resposta em “ARQUITETURA E DESTRUIÇÃO

  1. Lembrando que Hitler, antes de entrar no exército, tentou ingressar numa escola de arte em Veneza. Ele era pintor. Acredito que os examinadores que o recusaram deve ter se arrependido até o último cabelo.

    Beijos,
    Priscila Sampaio

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