DIVERSIDADE NO MUNDO DA INTERPRETAÇÃO

Interpretar um papel nos palcos é difícil. A tarefa se torna mais dura quando um ator entra na pele de vários personagens com estilos totalmente diferentes um do outro. Mas, por causa de todos esses desafios, a arte do teatro se torna cada vez mais surpreendente.

Warde Marx – ator, diretor e também professor de teatro – disse que desde o século 5 A.C até o início do século 20 o ator era muito especializado. Mas surgiram outras ideias e este conceito começou a mudar. “Essas mudanças começaram inspiradas na base do trabalho do ator que é olhar o ser humano. Nós não somos tristes, raivosos, alegres, engraçados o tempo todo. Somos uma mescla disso tudo.”


Sidney Rodrigues, durante as apresentações do Carecas de Rir, interpreta vários personagens diferentes em um curto espaço de tempo e, para conseguir construir cada papel, ele se baseia nas pessoas que vê no cotidiano. “Um lugar legal é o próprio metrô. Lá, você acha pessoas com todo tipo de fala, jeito diferente de andar, roupas de todos os estilos.”

Em uma carreira de oito anos voltada para a comédia, o ator procura sempre dar um aspecto diferente a cada papel, principalmente fazendo uma voz única e construindo bordões diferentes para cada um deles. Rodrigues ganhou projeção nacional interpretando Maria Sileide no quadro Quem Chega Lá! no programa Domingão do Faustão. Essa personagem é uma secretária que se acha linda, tem uma grande auto-estima e nunca desiste de nada.

Outros destaques também são Ennio Peçanha e Aztrogyldoh Estar. O primeiro é um locutor de rádio fanho que tem um programa de 15 minutos e mostra como ter sucesso em tão pouco tempo. Além disso, faz uma crítica em relação à beleza do mundo dos meios de comunicação. Já o segundo é um guru e esotérico inspirado nas pessoas que aparecem com terapias e conselhos estranhos para ajudar os outros.

Atualmente, o improviso também tem ganhado bastante notoriedade com grupos que fazem jogos e interpretam personagens em situações criadas pelo público. Entretanto, para conseguir fazer um bom improviso é preciso treinamento. “Uma pessoa que faz improviso geralmente escreve e fala bem, tem uma grande imaginação, ou seja, não se faz as coisas do nada, mas sim a partir de um repertório, essa é a palavra chave”, explica Marx.

O Stand- Up é outro sucesso dos palcos hoje em dia. Fazer um show com um microfone e um banquinho é para poucos. “Em minhas apresentações, procuro ter originalidade, falar algo para o público que ainda não foi falado”, disse o humorista Bruno Motta que já faturou vários prêmios e também tem experiência no teatro. Por mais que esses atores não incorporem um personagem nesse tipo de show, eles também fazem uma atuação. “Isto é uma persona, isso é o que um indivíduo projeta socialmente, não é o mesmo comportamento que a pessoa tem na vida real”, diz o professor de teatro.

Apesar de Rodrigues ter seu trabalho focado na comédia, ele é um ator que defende o profissional que buscam interpretar vários papéis diferentes. Ele até participou de uma peça de drama como um portador do HIV. Marx enfatiza que essa pluralidade é até uma questão de sobrevivência, porque os atores que fugirem do rótulo e não ficarem interpretando o mesmo tipo de personagem terão mais chances no mercado.

Esta reportagem é de minha autoria, você também pode vê-la no site Click Cultural clicando aqui.
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