A VOLTA

book-hobbit1 Quando ouvimos os nomes O Hobbit e O Senhor dos Anéis já logo começa a imaginar aquele mundo inspirado e belo imaginado por Tolkien, às vezes, tão distante de nossa realidade. Porém, apesar de toda aventura dos hobbits de ambas histórias, encontramos uma sensação vivenciada pelas personagens que todos passamos: A sensação estranha de voltar para aquele que é o lugar que pertencemos.
Quem nunca sentiu o coração pesado do retorno depois de algo legal? Pois é exatamente isso que o final de O Hobbit e O Senhor dos Anéis consegue transmitir. Seja uma balada, uma viagem ou até mesmo o começar de um ano novo, quando retornamos ao nosso lar ou aquele lugar que a nosso coração pertence sempre sentimos uma vertigem ou uma nostalgia sem nome que toma conta da gente.

É ali que encontramos o local que nunca queremos que mude, onde aprendemos a amar a nossa rotina e perceber o valor daquilo que realmente importa. Neste momento, percebemos que quem mudou não foram as pessoas, nem aquilo que deixamos pra trás quando partimos rumo ao desconhecido e entregues à aventura. A Volta é sempre um pouco melancólica e cheia de reflexões, mas tem um sabor agradável de retornar para coisas boas e voltar novamente à rotina, transformados e prontos para um novo começo.
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E que assim seja esse 2010, depois de passar 2009 e voltar para o nosso cotidiano, adentramos um novo ano, voltando às nossas atividades com a chance de fazermos melhor do que antes, agora amadurecidos e com mais experiência.

A seguir, fica registrado um trecho de O Hobbit pra finalizar com chave de ouro, nas palavras do próprio Tolkien, ou neste caso, de Bilbo Bolseiro. Pra quem quiser entender a intenção deste post, o melhor a fazer é ler estes dois livros, para compreender que depois de toda aventura, o retorno ao lar é confortante e percebemos como são receosas nossas vidinhas neste imenso mundo.
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“Como todas as cosias chegam a um fim, até mesmo esta história, houve um dia em que finalmente avistaram a terra onde Bilbo nascera e fora criado, onde os contornos da paisagem e das árvores eram-lhe tão familiares quanto suas mãos e dedos dos seus pés. Chegando a uma elevação, pode ver na distância a Colina; parou de repente e disse:
Sob copas, sobre pedras a passar,
Por cavernas sempre sem o sol,
Por rios que nunca vêem o mar:
Sobre a neve que o inverno semeia,
Pelas flores que junho cultua,
Sobre seixos, sobre o verde capim,
E sob as montanhas da lua.
Estradas sempre em frente vão
Sob nuvens e estrelas a passar,
Mas os pés que percorrem os caminhos
Um dia para casa vão voltar,
Olhos que fogo e espada conheceram
E em antros de pedra horror pungente,
Um dia verdes prados recontemplam
E as colinas a as matas de sua gente


ian 

Gandalf olhou para ele.
– Meu querido Bilbo! – disse ele. – Há algo errado com você! Não é mais o hobbit que era.”
Por Luís Fernando Martins Palhares

Este foi  o primeiro post de La Poderosa. Representa o retorno de mais uma temporada. Ao Infinito e Além!
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