SAULO VASCONCELOS

fto_ft2_8139 Saulo Vasconcelos é conhecido no mundo dos palcos por participar de grandes produções. Ele já atuou em O Fantasma da Ópera, Les Misérables, Aida, As Travessuras do Barbeiro e A Noviça Rebelde.
Atualmente interpreta Old Deutoronomy em Cats. O ator, momentos antes de mais uma apresentação, falou de seu CD solo, sobre sua carreira e do musical dos gatos mais famosos do mundo.
O que você faz no teatro antes de entrar em cena?   
Saulo Vasconcelos – Geralmente, nós chegamos duas horas antes do espetáculo. Fica à disposição para os atores o aquecimento corporal, pois precisamos fortalecer a musculatura, o musical é muito pesado, machuca principalmente os bailarinos. Além disso, temos o aquecimento vocal e os diretores sempre dão um feedback para deixar a trama sempre no padrão. Os americanos que montaram essa produção vão embora, mas é deixada uma orientação para manter a qualidade. Como não faço parte do corpo de bailarinos, tenho meu aquecimento específico voltado para fortalecer os joelhos, esse trabalho é particular e depende da necessidade de cada ator. Temos que manter uma condição física boa, somos metade artistas e metade atletas.
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Como é enfrentar duas apresentações do espetáculo no mesmo dia?

Saulo Vasconcelos – Quatro espetáculos durante 48 horas é difícil, é o momento mais cansativo da semana. Quando termina essa sequência de apresentações, nós só queremos ver apenas uma coisa: cama.
O seu personagem em Cats é uma espécie de líder dos gatos. Fale um pouco do seu papel nesse musical.

Saulo Vasconcelos – Old Deutoronomy é um chefe da tribo Jellicle Cats, uma espécie de líder espiritual, tem uma autoridade. O personagem está celebrando a vida com os gatos, eles se reúnem uma vez por ano. Essa reunião tem o objetivo de escolher um deles para viver uma nova vida, pois os gatos têm sete vidas.
25600_10150093141535268_237375875267_10974993_1771690_n O que te impulsionou a entrar no mundo do teatro?

Saulo Vasconcelos – Sempre gostei de canto e interpretação. Quando era pequeno gostava de tocar bateria, comecei com uma banda, depois para ter uma desenvoltura cênica melhor, comecei a fazer teatro. Por isso, comecei a viver de canto e teatro. Sempre procurei ter aulas com os melhores professores nas duas áreas. Em Brasília, não tinha um curso voltado para o teatro musical, isso também ocorria em todo Brasil. Essa disciplina é chamada de Perform Arts e está conquistando seu espaço no país.
Você passou pelos musicais mais importantes do mundo, existe um momento mais marcante em sua carreira?

Saulo Vasconcelos – O momento reviravolta foi dez anos atrás quando fui fazer O Fantasma da Ópera no México. Foi algo surreal na época, fui chamado para fazer as audições com o pessoal da alta cúpula desse espetáculo na Europa. Eles já tinham testado candidatos em vários lugares do mundo como Argentina, México, Cuba, entre outros. Depois, recebi o convite para interpretar o protagonista no musical mais famoso de todos os tempos, era inacreditável. Mas isso teve seu preço, fui morar em um país desconhecido, com um idioma diferente, não tinha família, amigos, passei por uma pressão psicológica muito grande. Entretanto, foi um momento que cresci bastante.
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E como foi gravar o seu álbum solo Pretty Words? Você sempre teve vontade de fazer isso?

Saulo Vasconcelos – Sempre tive um sonho de gravar um CD, pois trabalho com música há muito tempo. Participei de diversos espetáculos da Broadway, só com O Fantasma da Ópera fiz mil apresentações, fui visto por milhões de pessoas, mas nunca tinha gravado um CD. Foi uma iniciativa própria, é uma área onde você investe muito e recebe pouco. Porém, é uma forma de mostrar mais meu trabalho, tem pessoas que me conheceram pelo CD e foram me ver no teatro, e vice-versa também.
Você está chegando na centésima apresentação neste fim de semana com elenco de Cats. Existe algum tipo de nervosismo antes de subir nos palcos?

Saulo Vasconcelos – Quando está no momento da estreia é uma pilha de nervos. Não fico mais nervoso, quem tem que se emocionar é o público. Claro que existe uma energia a mais, mas tenho que ter um controle emocional para atuar na frente de 1.500 pessoas. Se ficar nervoso, sua voz treme, prejudica seu trabalho, é preciso ter técnica e ser profissional.
*Matéria realizada para o site ClickCultural
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