DAN STULBACH

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Dan Stulbach é um dos destaques do espetáculo Os 39 Degraus, uma adaptação para os palcos de um dos filmes do diretor Alfred Hitchcock. O espetáculo é especial para o ator, pois celebra seus 20 anos de teatro.
Através de uma conversa bem humorada, o ator falou de sua carreira nos palcos, comentou sua temporada nos Estados Unidos, onde teve contato com atores de renome. Além disso, ele também mostrou sua paixão pelo mundo da interpretação a cada palavra durante a entrevista.
Por incrível que pareça, Dan Stulbach ainda conseguiu fazer uma comparação entre teatro e futebol. Leia a entrevista na íntegra abaixo.

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ClickCultural – Antes de você embaçar de vez na carreira de ator, você foi para os Estados Unidos e teve contato com espetáculos da Broadway. Com foi esse período?

Dan Stulbach – Comecei a descobrir o teatro no colégio quando tinha 16 anos de idade. Entretanto, prestei vestibular para engenharia, medicina e administração. Acabei fazendo engenharia, em paralelo integrava parte de um grupo de teatro fazendo luz, montando cenário. Eu adorava o teatro, mas não tinha segurança com essa profissão. Meus pais tinham planos para me mandar para os Estados Unidos para aprimorar meu inglês. Fui para San Diego na Califórnia, onde estudava e trabalha à tarde em um cinema. Trabalhei na bilheteria, como pipoqueiro, fui tudo o que se possa imaginar. Juntei todo o dinheiro e fui para Nova York assistir espetáculos da Broadway.

ClickCultural – Você chegou até conversar com atores famosos…


Dan Stulbach – Sim, como fazia aqui no Brasil, eu conversava com os atores após o espetáculo. Com isso, tive a oportunidade de falar com Al Pacino, Meryl Streep, John Malkovich. Com o Al Pacino foi interessante, pois eu o reencontrei, pois ele encenou O Mercador de Veneza no Central Park este ano. Assisti ao espetáculo, conversamos e ele acabou relembrando do nosso encontro anterior, quando ele estava em Julio Cesar, 21 anos atrás. Foi um papo bem legal.
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ClickCultural – Após sua primeira passagem por Nova York, o que você fez depois?

Dan Stulbach – Antes era um garoto assustado, mas apaixonado pelo teatro. Quando voltei para o Brasil, comecei a trabalhar como contra-regra no Teatro Cultura Artística. Nunca pensei em ser ator, sempre fui um bom aluno, participava até de Olimpíadas de Matemática. Lutei muito contra ser ator, sempre questionei, mas emendei uma boa sequência de trabalhos. O espetáculo Novas Diretrizes em Tempos de Paz fala sobre um homem que queria desistir de ser ator, ou seja, tem muito haver com minha vida. Essa peça foi um marco, pois começamos no Teatro Ágora com uma plateia pequena, mas terminamos quatro anos depois com Tony Ramos no elenco e um grande sucesso. A trama ganhou até uma adaptação para o cinema com a direção de Daniel Filho.
fto_ft2_9064 ClickCultural – O teatro é diferente? Pois, em todas as sessões é preciso manter o frescor do espetáculo, o trabalho não acaba na estreia.

Dan Stulbach – Em uma filmagem, tem o ensaio intenso, mas se deve guardar energia para o momento certo da gravação. No teatro, se mantém em cena mais tempo, o que eu gosto desta arte é a oportunidade de fazer de novo. Cinema, televisão e teatro são aprendizados diferentes, espero continuar aprendendo sempre.
ClickCultural – Você concorda que fazer humor é mais matemático do que encenar um drama?
Dan Stulbach – Com certeza, se você soltar a piada no tempo errado… Existe um tempo correto. Quando o ator pensa que está sendo muito engraçado, está a um passo de entrar no caminho errado, pois assim se perde a matemática, a rigidez. O divertido é isso, sempre é um trabalho.
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ClickCultural – Com a direção do Teatro Eva Herz, você enxergou um lado novo no teatro que ainda não tinha visto?

Dan Stulbach – Tive a ideia quando fui para Londres, onde vi teatros pequenos e ótimos. Minha intenção era mostrar que uma programação de qualidade no teatro garante público também. A bilheteria não consegue arcar com todas as despesas, administrando um teatro vejo que isso é um fato. Além disso, vi que muitas pessoas boas acabam não ganhando seu espaço. Ao mesmo tempo, conheci muitas pessoas que amam o teatro.
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ClickCultural – Você aprecia plateia lotada no teatro, por isso gosta de futebol?

Dan Stulbach – O porquê de eu ver os jogos do Corinthians no estádio é o fato de ser ator. Olhar um estádio com a torcida gritando é o meu teatro grego. [Risos]
*Matéria Realizada para o site ClickCultural
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