NANDO PRADO

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Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro está em cartaz no Teatro Bradesco na cidade de São Paulo. Aliás, essa é a última semana para conferir o musical. Na trama, o doutor Henry Jekyll tenta achar uma cura para a loucura de seu pai. O protagonista procura convencer a todos que cada indivíduo tem duas personalidades: a boa e a má. Ao mesmo tempo, sua pesquisa quer provar que é possível isolar esse lado maléfico das pessoas.
O personagem fica sem saída e decide virar sua própria cobaia, consequentemente ele acaba se tornando Edward Hyde, seu alter-ego do mal, que deixa os moradores de Londres em pânico com uma onda de crimes. Nando Prado é o responsável por fazer esse papel que caminha com a dualidade do bem e do mal.
Com bom humor e simpatia, momentos antes de mais uma apresentação, o ator falou sobre o espetáculo, sua carreira no teatro. Além disso, ele também contou como é seu lado musical e de artista plástico.
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Leia a entrevista abaixo.

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ClickCultural – Como você entrou no elenco de Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro?

Nando Prado – Foi através de audições, o processo natural para entrar em qualquer espetáculo do teatro musical, um trabalho bem puxado, pois mandam muitas cenas e músicas. Quem já é do meio, tem uma noção do que se trata cada personagem, o perfil, tipo de voz, já vem no caminho certo.
ClickCultural – Como é interpretar dois personagens ao mesmo tempo? Existem muitos conflitos envolvendo Henry Jekyll e Edward Hyde durante o espetáculo.

Nando Prado – É muito legal trabalhar com essa oposição, mas no começo foi um pouco complicado. Tive que entender que à medida que pensava em uma característica para um personagem, automaticamente tinha que pensar na oposição para o outro. No teatro é diferente, não tem aquele close de televisão, o seu corpo tem que passar qual é o personagem, essa linguagem visual tem que ser muito bem definida.
ClickCultural – A história de Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro é baseada no36975_1553571037841_1192115982_1554730_8040621_n livro escrito por Robert Louis Stevenson em 1886, além de ter várias versões para os cinemas. Onde você se inspirou para interpretar os personagens?

Nando Prado – As versões cinematográficas têm características diferentes, tentamos dar uma mesclada. Foi importante assistir os filmes, o elenco chegou até assistir alguns juntos. É a história que mais tem versões pelo mundo, é um campo muito vasto para se pesquisar. Foi bem bacana, no começo você fica perdido, não sabe o que o diretor quer, ele não fala, deixa você descobrir, espera suas impressões também, o que é muito legal.
ClickCultural – Como em Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro, você acha que o ser humano tem seu lado do bem e do mal?

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Nando Prado – Na vida, as pessoas sempre estão em busca desse controle da mente, as coisas são como elas são. Elas somente mudarão a partir do nosso pensamento, nosso ponto de vista. Uma parede de tijolos pode ter significado diferente para cada um. Para um preso pode significar algo ruim, pois ficou trancado por um bom tempo. Ou pode ser algo bom para uma pessoa que vê a parede de uma casa como uma conquista. Todos têm dificuldade na vida, a maneira como o indivíduo vê o mundo faz despertar o Hyde [Alter-ego do mal de Henry Jekyll] dentro de você.
ClickCultural – Você já passou por O Fantasma da Ópera, Chicago, Miss Saigon, A Bela e A Fera, agora Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro. Ou seja, os maiores espetáculos do planeta. Como você entrou no mundo dos musicais?

Nando Prado – Foi quando eu assisti Rent, eu era muito fã do espetáculo. Já tinha uma banda e fazia teatro para aprimorar minha performace no palco. A banda deu uma parada e eu fiquei entusiasmado com Rent, pois reunia minhas paixões: música e interpretação, além de ser um espetáculo muito rock n´ roll também. Depois veio a montagem Ópera do Malandro, onde passei nas audições. O engraçado é que o Gabriel Villela [Diretor] fechou uma tarde com testes somente com o pessoal do Rent, e eu acabei entrando no meio, pois namorava uma das atrizes do elenco. Ele acabou adorando meu teste e me contratou. Logo depois, ele me perguntou o que eu tinha feito no Rent, aí falei a verdade [Risos].40353_147369848625497_100000574471271_359658_1191743_nClickCultural – Além de cantar, você toca piano, sax, violão, guitarra. Desde criança, você tem essa pegada musical?

Nando Prado – Esse era meu “vídeo game” quando eu era criança, ficava mudando de instrumento toda hora, meu pai ficava doido [Risos]. Eu enjôo fácil das coisas, mas eu sempre procurei aprender, estudava o instrumento de verdade. Meu pai gostou principalmente do sax, pois ele tem uma musicalidade muito bem desenvolvida. Sempre um instrumento era vendido para comprar outro, agora comprei tudo sem ter que vender [Risos]. Cheguei até fazer um trabalho de “looping”, onde existe um aparelho que junta o som de vários instrumentos.
ClickCultural – Deu para perceber que você gosta de música instrumental…

Nando Prado – Adoro músicas instrumentais, cresci ouvindo jazz e samba por causa do meu pai. Foi uma bela cultura musical.
n1148921421_295209_3440ClickCultural – E a sua banda Donna John? Estão planejando fazer um disco para ser lançado?

Nando Prado – Eu tinha 16 anos quando entrei na banda, depois quando chega a idade dos 19 ou 20 anos, cada um foi trabalhar, entrou na faculdade, os musicais começaram a aparecer na minha carreira. Quando eu estava em O Fantasma da Ópera, decidimos voltar. Então, resolvemos fazer para valer. Desde a época do Miss Saigon até agora, ficamos em estúdio criando, colocamos todas nossas ideias para fora. Iríamos lançar este trabalho, mas entrei para O Médico e o Monstro, eles entenderam e estamos aguardando um momento para lançar. A banda segue uma linha de rock eletrônico.
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ClickCultural – Além de ser ator, músico, você também é artista plástico. Como está esse seu outro lado artístico?

Nando Prado – Minha mãe é artista plástica, portanto já tinha contato com essa arte. Fui aprendendo, nunca tive aula, fiz questão de descobrir tudo sozinho, acabou virando uma terapia. Antes era meu trabalho, mas a música e o teatro se tornaram minhas profissões.

*Matéria para o site ClickCultural

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