GYPSY

fto_ft1_9111Pode se dizer que finalmente o Brasil está na rota dos maiores musicais do mundo, sem sombra de dúvidas. À medida que uma produção encerra sua temporada, outra já está praticamente pronta para estrear. E uma das grandes montagens que disse adeus aos palcos de São Paulo foi Gypsy, que esteve no Teatro Alfa.
Quem nunca desejou ser uma estrela do show business e viver rodeado de refletores que acompanham o andar a cada cena? Esse é o fio condutor que acompanha todo o espetáculo.IMG_7784fotoRobertSchwenckMama Rose é considerada até hoje como um dos personagens mais complexos da história dos musicais. Quem teve a oportunidade de incorporar esse ícone foi Totia Meireles. Uma mulher com uma boa lábia, que tenta viver o sonho da fama através de suas filhas: Louise (Adriana Garambone) e June (Renata Ricci).

fto_ft1_9108 A primeira é uma garota que sempre faz as vontades da mãe e sempre é deixada meio de lado. Já June é a aposta de Mama Rose. Desde que eram pequenas, as meninas participavam de quadros no teatro de variedades. Isso continua quando elas se tornam jovens. Mama Rose tem o auxílio de Herbie, interpretado por Eduardo Galvão.
Com o tempo, os números criados por Mama Rose (Todos surgiam através de sonhos inventados) se mostram ineficazes e o grupo de atores começa a querer seguir o próprio caminho. Vale destaque para Tulsa, interpretado por André Torquato, um personagem que mostra uma facilidade incrível ao trazer os movimentos de dança e sapateado. June escolhe um novo caminho e as apostas vão parar na tímida, porém com um talento escondido Louise.fto_ft1_9107A decadência do Vaudeville (teatro de variedades) domina as primeiras décadas do século XX e isso se reflete no trabalho da personagem de Totia Meireles. A atriz, por sua vez, traz uma voz poderosa saindo dos estereótipos criados pela televisão. A única solução para Mama Rose e Cia é o Teatro Burlesco, onde os números de strip-tease e insinuações sexuais ganham força.fto_ft1_9109fto_ft1_9112 A partir deste momento, mesmo com a tentativa de ignorar os novos tempos, Louise ganha o nome de Gypsy Rose Lee e se torna uma stripper. 
Logo depois, ela se tornaria a profissional da área mais bem paga do mundo, ilustrando páginas de revistas como a da própria Vogue. 
Uma garota que queria apenas uma vida normal com uma família pacata se virou a stripper mais famosa planeta.
Quando as casas de teatro burlesco fecharam, em 1937, ela foi a Hollywood, mas inicialmente os estúdios tinham pudor para usar o nome que lhe tinha dado fama, preferindo anunciá-la sob seu nome verdadeiro. Em 1941 ela escreveu um script de filme policial, ‘The G-String Murders’.
fto_ft1_9116O figurino é outra singularidade do musical. Os quase cem personagens vestem 140fto_ft1_9113  roupas de épocas diversas. Sem contar os 67 pares de sapato, as 25 perucas e incríveis 240 objetos de cena.
Gypsy tem como com compositor o gênio Stephen Sondheim, responsável por criar diversas montagens de sucesso na Broadway como Sweeney Todd, Into the Woods, West Side Story
Os responsáveis pela adaptação brasileira da trama de Gypsy Rose Lee foram Charles Möeller e Claudio Botelho, a dupla que trouxe o conceito de teatro musical para os palcos do Brasil. Não pode esquecer a regência Márcio Telles, que comanda uma orquestra magistral.
Segundo o jornal The New York Times, Gypsy é considerado o maior musical americano. A montagem deu origem a dois filmes e seis revivals na Broadway.
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