A EXCELÊNCIA DE JOHN FORD

capa-6Rastros de ÓdioCom certeza, esse é outro imortal do cinema. John Ford é considerado por muito um dos melhores diretores de todos os tempos, ele é mais conhecido por seus filmes westerns, aqueles que retratavam duelos de faroeste. Entretanto, sua obra mostra seu lado poeta e comediantes, revelando que ele era e ainda é, um profissional completo.
A dupla de críticos Joseph McBride e Michael Wilmington analisa os longas Rastros de Ódio e O Homem que Matou o Facínora e enfatiza que são “ westerns que transcendem o gênero por sutileza psicológica, com heróis ambíguos e interiores sombrios em contraste com as rochosas pradarias e seus desafios”, trecho que foi lembrado pelo texto de Daniel Piza, em seu blog.
Outra de suas características foi a parceria com  John Wayne, que Ford transformou numa estrela de Hollywood.A dupla foi responsável por clássicos como Rio Grande” (1950), “Depois do Vendaval” (1952), “Rastros de Ódio” (1956), “O Homem Que Matou o Facínora” (1962), “Sangue de Herói”, “Legião Invencível” e “Rio Grande” – trilogia sobre a Cavalaria -; “O céu mandou alguém“, “Asas de Águia“, “Marcha de Heróis“. No total foram 22 filmes entre o ator e o diretor.

capa-4“John Ford é um grande artista, um dos maiores da história do cinecapa-7ma, logo um dos
grandes artistas do século XX. Que o próprio Ford não se considerasse um artista e mostrasse um profundo desconforto ao ser forçado a explicar suas obras conceitualmente, isso é mais sinal de uma época que vivia sob a égide do artista-intelectual (e a recusa do cineasta em identificar-se a esse modelo) do que um argumento em prol das poucas ambições do cineasta.
É melhor confiar no conto do que no contador: seus filmes nos revelam uma inequívoca disposição moral, um soberbo desenvolvimento de linguagem visual, mas acima de tudo um arranjo de componentes narrativos (no que diz mais respeito aos personagens e a suas interações do que à história propriamente) jamais visto em filmes de outros cineastas” (Ruy Gardnier).
capa-1Em 51 anos de carreira, Ford dirigiu 133 filmes, o último em 1965, Seven Women (“Sete Mulheres“), depois ainda dirigiu alguns documentários para a televisão.

Para encerrar, uma frase do crítico Inácio Araújo que demonstra todo o poder do legado desse cineasta: “O velho Ford que se oferece a nós hoje é novo em folha, como um bom clássico, como grande autor clássico que é”.
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