O DISCURSO DO REI

kings_speech_ver3_xlgEstádio de Wembley, Inglaterra, já foi palco de inúmeras competições esportivas de respeito como a final da Copa do Mundo de 1966. Shows de bandas renomadas também passaram pelas gramas do local. Além disso, o lugar serviu para comunicação da monarquia britânica com o público. Em um desses eventos políticos, Albert – duque de York e filho do Rei George V – deverá passar (ou tentar) uma mensagem ao povo.
Essa é a cena que abre O Discurso Do Rei, do diretor Tom Hooper, onde personagem de Colin Firth se sente intimidado pelo silêncio da multidão que espera o anúncio de sua voz. Apesar do lado cômico, onde o protagonista tenta dizer palavras que saem picadas pela sua boca, a ação também traz a agonia durante cada sílaba na tentativa de fala.thekingsspeech1

Na trama, a preocupação de Albert aumenta quando ele assume o trono, após a renúncia de seu irmão Edward VIII que decidiu casar com uma mulher divorciada, fato que contrariava os princípios da coroa. Com isso, o duque se torna George VI e procura acabar com seus problemas através de um fonoaudiólogo nada convencional chamado Lionel Logue (Geoffrey Rush).

Nessa época, Hitler estava em pura ascensão na Alemanha e já planejava passar seuthe-kings-speech-movie-poster poder pelo resto do mundo. Era questão de tempo, a Inglaterra entrar Segunda Guerra Mundial. Nesse momento histórico, o país precisava mais do que nunca de uma voz firme para comandar e deixar em paz a vida dos britânicos.
Lionel Logue consegue ir a fundo na vida do rei para descobrir a origem do problema. Ao mesmo tempo, ele procura mostrar que deseja ouvir seu paciente e tenta deixar a etiqueta de lado de lado e focar mais naturalidade. Em várias cenas, o enquadramento coloca George VI de lado, causando ainda mais a sensação de coadjuvante ou de “outsider“ que ele ocupou a vida inteira. Esse empecilho o amedrontava mais do que o exército nazista inteiro.
Os exercícios elaborados por Logue apresentam parte hilárias como falar cantarolando, recitar trava línguas, fazer movimentos e sons estranhos com a boca. Apesar da peculiaridade da metodologia, até duvidada pelo próprio Rei, a iniciativa traz resultados satisfatórios com o tempo, algo que o protagonista já havia desistido.REI3George VI não só conseguiu um especialista para auxiliá-lo em sua fala, mas também um amigo que estava sempre pronto para ouvi-lo. Colin Firth não só aprendeu a gaguejar como transferiu a tensão para o restante de seu corpo.kingUma informação interessante é que os historiadores não estão felizes com o resultado dothe-kings-speech  longa. Segundo os estudos, Edward VIII, o filho mais velho de George V, que chegou a tomar o lugar do pai para abdicar em seguida, era um claro defensor de Hitler. Esse detalhe simplesmente é omitido na trama. Somente é retratado seu dilema  envolvendo uma mulher divorciada.
O roteiro do filme inclui citações reais tiradas dos diários de Logue, que foram descobertos nove semanas antes do início das filmagens, tempo suficiente de serem incorporados.
No Oscar 2011, além de Melhor Filme, o longa concorre em mais 11 categorias: Melhor diretor (Tom Hooper), Melhor ator (Colin Firth), Melhor ator coadjuvante (Geoffrey Rush), Melhor atriz coadjuvante (Helena Bonham Carter), Melhor roteiro original, Melhor direção de arte, Melhor fotografia, Melhor figurino, Melhor montagem, Melhor trilha sonora e Melhor mixagem de som. Ou seja, um dos nomes fortes da premiação.
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