POESIA 시

shiA tradução simplória do titulo desta produção coreana esconde consideravelmente o que o filme tem a dizer. Não é à toa que o filme levou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes de 2010.
Em Poesia, do diretor Lee Chang-dong, Soon-mi vive com o neto, um rapaz problemático em uma pequena cidadePoetry (2010) dos subúrbios de Seul, localizada junto ao rio Han. A protagonista é uma mulher vaidosa, que usa chapéus decorados com flores e roupas extravagantes. Entretanto, o cotidiano revela as barreiras constantes que enfrenta todos os dias.
Em busca de distração, a personagem começa a frequentar um curso de poesia e, pela primeira vez na vida, é desafiada a escrever um poema. Vale ressaltar, que essa sua atitude é vista por outros com uma atividade fútil, sem nenhum proveito. Mesmo prestando atenção nas aulas, ela nota que escrever é fácil, contudo o que complica é encontrar a inspiração e as palavras certas.
Apesar de Soon-mi tentar entrar no mundo poético, ela se encontra nele todos os dias, desde o momento que acorda. Ela sempre olha para qualquer lugar, objeto ou outra pessoa com uma visão diferente, um olhar poetizado. Com sua sensibilidade se surpreende com fatos que para outros seriam corriqueiros.

Poetry_1-web-600x400Seu neto, junto com alguns colegas, se envolve em um problema complicado, escola, polícia e pais dos outros jovens tentam resolver a situação da forma mais lógica possível. Enquanto isso, a protagonista parece ser a única a questionar a razão de um ato que beira a selvageria e foge dos âmbitos de uma pessoa normal.
PoesíaUma das cenas mais marcantes, que traduz todo o conceito por trás da trama, é quando a personagem é surpreendida por uma chuva enquanto anotava alguma palavra que poderia servir para sua poesia. A imagem foca no papel que tem toda face coberta pelas gotas do céu.
No fim, a protagonista descobre que para conseguir sua inspiração – que tanto necessitava – teria que colocar para fora todos aqueles sentimentos que não conseguia dizer ou estavam enterrados em seu próprio peito. O centro de sua poesia não estava no belo e sim na sua dura realidade.
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