DO MUSICAL AO DRAMA

Sem Título-1Reflexões de New York, New York; Sem Pensar; Cruel e Édipo

New York, New York

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Aproveitando essa onda de musicais, New York, New York traz uma versão mais comédia romântica da trama homônima de Martin Scorcese. Mais um espetáculo de José Possi Neto, onde ele consegue tirar belos movimentos de atores e bailarinos. E o que dizer de Alessandra Maestrini? Quem conhece a atriz pelos trabalhos na televisão pode ver outro lado, ela tem uma presença de palco excepcional, sem contar a poderosa voz.

Sem Pensar

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Espetáculo traz o cineasta Luiz Villaça se aventurando ao dirigir atores em plano único, sem cortes. Apesar disso, o cenário da peça proporciona um bom desenvolvimento da história: Uma casa sem paredes, onde ninguém se vê e nem se escuta. Existe uma cena principal, ao mesmo tempo outras secundárias se desenvolvem. Uma família e seus dilemas, as brigas de casal na cozinha por motivos anódinos, a descoberta da sexualidade por uma adolescente… Vale destaque para a dupla Denise Fraga e Kiko Marques.
Édipo

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Clássico de Sófocles com adaptação e direção de Elias Andreato, a história representada, pela primeira vez, por volta de 425 a.c  se casa muito bem com os dias atuais. O poder de Édipo que o levou ao ápice, também o levaria para o abismo. Um cenário e figurino simples que consegue ter uma dramaticidade aprofundada com a atuação do elenco, riqueza da iluminação e, claro, do próprio texto.
Cruel

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O título já é mais do que esclarecedor desse novo espetáculo de Elias Andreato com texto do renomado dramaturgo August Strindberg. Nos dias atuais, a tecnologia é algo que beira o absurdo com sua evolução nos últimos anos, apesar disso, a questão de relacionamentos é o mote principal de discussões desde que o Homem se deu conta da existência de si. Reynaldo Gianecchini (Gustavo), Maria Manoella (Tekla) e Erik Marmo (Adolfo) compõem o trio parada durada que comandam e vivem esse triângulo amoroso nos palcos.
Gianecchini vive um personagem amargurado que usa de sua habilidade de manipulação, cinismo e humor negro para literalmente destruir o romance de Tekla e Adolfo. A mulher vivida por Maria Manoella tem uma postura que ultrapassa as barreiras temporais impostas por sua geração, enquanto Erik Marmo surpreende com a gestualidade e dramaticidade desse seu novo papel. Os personagens duelam entre si, não com ações violentas, e sim com as palavras. Uma verdadeira coreografia verbal.
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