SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO

fto_ft1_15095 Baseado no conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado pela primeira vez em 1877 no livro Diário de um Escritor, o imperdível monólogo Sonho de Um Homem Ridículo – que estreou em 2005 abrindo teatro na cidade, o Instituto Capobianco – volta aos palcos seis anos depois com o ator Celso Frateschi comemorando 41 anos de carreira. O espetáculo está em cartaz no Teatro Ágora, com sessões apenas aos domingos, às 19 horas. Com dramaturgia do próprio Frateschi, a peça tem direção de Roberto Lage e cenários e figurinos de Sylvia Moreira.
Sobre a encenação, Celso Frateschi diz que sempre muda muito, mesmo não mudando nada. Cada vez que se volta a um texto, ele ganha elementos, e esse momento está sendo muito prazeroso. O ator informa, ainda, que esta temporada é a despedida do espetáculo e dos monólogos do Ágora. O teatro viverá nova fase no segundo semestre, com Abadon (texto e direção de Frateschi, a ser montado com dois atores) e O Processo de Giordano Bruno (peça inédita de Mário Moretti, direção de Rubens Rusche, com Celso em cena ao lado de vários atores).

O ator nutre um grande carinho pelo texto, por isso experimenta “sensação amorosa” com a reestreia. Está acostumado a interpretar personagens densos – Ricardo 3 (William Shakespeare), Tio Vânia (Anton Tchecov) e O Grande Inquisidor (Fiodor Dostoievski).

“Fiódor Dostoievski traduziu a alma russa como ninguém. Com prosa elegante, sua obra continua bastante atual. Eu sou um homem ridículo. Agora eles me chamam de louco. Isso seria uma promoção, se eu não continuasse sendo para eles tão ridículo quanto antes. ” Assim começa uma profunda viagem aos subterrâneos do inconsciente de um funcionário público. Um homem comum, médio. Um homem ridículo.fto_ft1_15098Sonho de Um Homem Ridículo conta a história de um personagem solitário de Sãofto_ft1_15099 Petersburgo em pleno século XIX. Na época, a cidade era o centro de toda a Rússia, e como em toda grande cidade, os homens são introspectivos e mais voltados para si mesmos. “É um personagem fantástico, pois com a introspecção a alma aflora de maneira exuberante”, define Frateschi.
O personagem, um funcionário público, sabe que é ridículo desde a infância. Motivo de desprezo e zombaria de seus semelhantes, já não tem mais nenhum interesse na continuação da sua existência. Num dia inútil como todos os outros, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de meter uma bala na cabeça, foi abordado por uma menina que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta aos berros.
Ao voltar para casa, não consegue dar fim a sua existência. Adormece e sonha com a sua própria morte, com seu enterro e com uma vida após a morte. Viaja pelo espaço e por desconhecidas esferas. Experimenta a terra não manchada pelo pecado original e conhece os homens na plenitude da sabedoria e equilíbrio. Ele acredita que aquilo tudo foi real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num sonho.

Local: Teatro Àgora
Endereço: Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista – São Paulo
Data: Domingos às 19 horas até 7 de agosto
Tel: (11) 3284-0290
Preço: R$ 30
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