DISQUE M PARA MATAR

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Mais um clássico do mestre Hitchcock. Um filme que extrapola suas doses dedial_m_for_murder suspense com diálogos bem montados e ações dos atores. Na trama, Tony Wendice (Ray Milland) – um ex-tenista profissional – descobre que sua esposa Margot (Grace Kelly) tem um amante e decide matá-la para ficar com a herança.
Ele chantageia Swan (Anthony Dawson), um ex-colega de escola, para que faça o serviço. Tony acreditava que seu comparsa teria sangue frio para seguir com o plano até o fim. Todavia, a situação desanda e a mulher passa a ser acusada de assassinato depois de agir em própria defesa. Ao mesmo tempo, o personagem de Ray Milland tenta esconder a verdadeira origem do crime.
O filme tem 105 minutos, porém quando termina parece que não durou meia hora devido ao dinamismo que é levado a cada cena. A maioria da história é desenvolvida na sala de estar do apartamento de Margot. Neste local é organizado todo o plano para a morte da personagem de Grace Kelly. Tony Wendice se preocupa de maneira cirúrgica com a ação ao descrever com cada detalhe. A câmera faz um belo Travelling ao acompanhar o raciocínio do protagonista.

o-telefone-tocaVale ressaltar que o figurino de Grace Kelly reflete a atmosfera criada pelo clima. A cor brilhante do início da trama deu lugar ao vermelho (Indício da tragédia iminente) até se chegar à escuridão. conversa-entre-tony-e-swanNo julgamento de Margot, o foco cai sobre o rosto da mulher que demonstra todas as reações ao ouvir sua sentença final.

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Quando a situação parecia mais do que decidida, eis que surge a astúcia do Inspetor Chefe Hubbard (John Williams). 
Ele não se contenta com o que foi mostrado até agora e decide investigar mais a fundo o caso, que se resolve, claro, na própria sala de estar.
O policial proporciona algumas doses de humor ao ter sempre as palavras certas para cada ocasião.
vestido-vermelhoHitchcock consegue extrair suspense de objetos simples como um relógio, um telefone e as chaves (Fator primordial para descobrir a verdade). Ao desenvolver toda a trama em um mesmo espaço, Disque M Para Matar tem até um caráter teatral, não é à toa que o texto de Frederick Knott foi escrito originalmente para os palcos. O voyeurismo aparece outra vez ao revelar a verdade primeiro para o público, enfatizando o clima de suspense.
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