OS PASSÁROS

Os Pássaros colocam os seres humanos literalmente em uma gaiola nesse clássico de Hitchcock. Na trama, Melanie Daniels (Tippi Hedren), uma jovem da cidade de São Francisco, vai até um local afastado do centro da Califórnia chamado Bodega Bay, atrás de um homem que despertou sua atenção: o advogado Mitch Brenner (Rod Taylor). Ela tenta reencontrá-lo com a desculpa de que precisa entregar dois periquitos para a irmã do rapaz.
Nessa pequena cidade, começam a acontecer fatos estranhos: pássaros de todas as espécies passam a atacar a população. Nesse drama, Hitchcock não cria uma situação em que precisa encontrar o responsável pelo crime, o protagonista é a atmosfera medonha psicológica. Apesar de parecer uma circunstância despretensiosa, o clima deixa no ar que algo tenebroso está prestes a ocorrer.

Desde os tempos mais primórdios, os pássaros fazem parte da cultura do Homem. Eles tiveram suas penas usadas em roupas, canetas e diversos adereços. Foram utilizados como adorno ao serem presos ou até como forma de alimentação.

 No longa, as aves parecem se vingar de todo esse    histórico de repressão e atacam de forma violenta e em bando. Um dos momentos mais célebres é quando Melanie Daniels tenta se proteger em uma cabine telefônica. O local funciona como uma gaiola, gerando uma inversão de papéis com os pássaros. 
 A personagem também participa de uma das cenas de maior suspense de todos os tempos. Ela fica sentada do lado de fora de uma escola esperando as crianças.

 Porém, em suas costas um verdadeiro conglomerado de pássaros começa a se formar aos poucos, prestes a encontrar uma nova vítima.

O humor é outro fator que não poderia ficar de fora dessa obra do diretor. Seja pelo velho bêbado gritando “It´s the end of the world” (É o fim do mundo) ao fazer uma reflexão sobre os ataques, ou pelos dois periquitos que acompanham o movimento do carro de Manie.
Se fosse nos tempos atuais, Os Pássaros ganharia uma sequência, pois termina com um impasse ao mostrar os protagonistas sumirem na linha do horizonte com um carro. O que aconteceu com eles? Será que os animais irão ser exterminados? O suspense permanece e o “The End” não existe, a história continua na cabeça do espectador.
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