PALCOS E MAIS PALCOS

CRÔNICA da Casa Assassinada Crônica da Casa Assassinada

Romance do mineiro Lúcio Cardoso, adaptado para o teatro por Dib Carneiro Neto, Trata da decadência dos Menezes, uma família de fazendeiros das Minas Gerais. Movidos por fortes sentimentos de inveja, incesto, desamor e ambição, os Menezes devoram-se uns aos outros até a mais completa desintegração financeira e moral. O fulcro da ação se dá no relacionamento amoroso entre Nina, mulher de um dos irmãos proprietários da fazenda, e o suposto filho deles, André.
Assim como a obra original a narrativa da peça é composta de um entrelaçamento de perspectivas e de recursos narrativos como trechos de diários, anotações, confissões, flash-backs, além de modos de expressão que se aproximam da mais pura poesia. Na verdade, todos esses meios são empregados para que o autor possa revelar o estado de alma angustiado de seus personagens e retratar o clima de pesadelo que permeia a história.
“Personagens se tornam verdadeiros espectros em uma casa que abriga uma família toda desfragmentada. Note o belo, um dos fatores que levaram o espetáculo ser um dos destaques do Premio Shell no Rio de Janeiro. Destaque também pela direção de Gabriel Villela e para o trio Xuxa Lopes, Flavio Tolezani e Pedro Henrique Moutinho”.

SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
Telefone – 5080-3000 – Temporada : sextas e sábados, às 21 horas e domingos às 18 horas
Ingressos  R$24,00 inteira.
Até 16 de outubro
Serpente Verde, Sabor Maçã
Foto1_ElencoA_crédito-Fabio-MessiasO espetáculo apresenta a atriz Lulu Pavarin como a Senhora G. A peça tem texto de Jô Bilac e Larissa Câmara, produção da Casa 5, direção de Lavínia Pannunzio, interpretação de Ângela Figueiredo, Luna Martinelli e Fernando Fecchio. Cenário de Cássio Brasil, luz de Aline Santini,figurinos de Daniel Infantini, coreografia de Lara Pinheiro, comunicação visual da Zootz e trilha sonora do titã Branco Mello.
Livremente inspirado no universo do diretor de cinema Tim Burton, a peça conta a história da enigmática Senhora G que envenena suas visitas por conta da postura que assumem no mundo.
Mentirosa compulsiva, misteriosa e simpática, a Senhora G oferece xícaras de chá para seus visitantes, ora do bule prateado, ora do bule dourado. Dependendo de seu julgamento sobre se o convidado é torpe ou possui boa índole, o resultado do encontro pode ser amargo e fatal. A cada chá servido, uma nova sentença decretada por esta terrível mulher.

Em cena, os simpáticos e inesperados personagens conduzem a trama desta comédia de humor negro de forma divertida, tornando a plateia cúmplice de uma agradável senhora e seu bule de chá. Em clima de suspense, a graça se revela atraente, através da penumbra de uma mesa posta de chá, um delicioso chá verde, sabor maçã. Com humor e acidez, o espetáculo levanta questões como a dialética da razão, a subjetividade de um ponto de vista e a defesa do discurso.
O espetáculo segue os passos que o cinema trilhou em filmes como Este Mundo é dos Loucos, de Philippe de Broca; Sunset Boulevard, de Billy Wilder; Cidade dos Sonhos, de David Lynch; Este Mundo é um Hospício, dirigido por Frank Capra, baseado na peça Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring; O que Teria Acontecido a Babe Jane?, de Robert Aldrich.
“A trama e uma mistura de humor negro, comédia e uma reflexão sobre as mazelas da sociedade. A protogonistas até lembra em partes Dexter”.

ESPAÇO PARLAPATÕES – Praça Franklin Roosevelt, 158 – Centro.
Informações – (11) 3258.4449.
Capacidade – 98 lugares. – Quintas e sextas-feiras às 21 horas. Até 4 de novembro.
Ingressos – R$15,00 e R$30,00.

O Bosque
bosqueO enredo da histótia se passa no universo do casal Ruth e Nick, que decidem passar um final de semana longe do imediatismo urbano, em uma casa de campo que o rapaz costumava visitar quando criança. Neste ambiente, o casal se envolve no clima naturalista e passa a expor e confundir suas maiores lembranças.
O texto teatral é de autoria do dramaturgo americano David Mamet, também conhecido por seu trabalho no cinema em “A Trapaça” (1997) e a direção é assinada pelo italiano Alvizi Camozzi.

A história se aprofunda com a incomunicabilidade entre os personagens e as palavras nã-ditas”.


CCBB-SPhttp://www.bb.com.br/cultura
Rua Álvares Penteado, 112 – Sé
(11) 3113-3651 / (11) 3113-3649 – Ingressos – R$ 6 Terças, Quartas e Quintas às 19:30 ate 27/10

Espectros
fto_ft2_14534A Cia. Mamba de Artes trouxe ao Brasil pela primeira vez a adaptação de Ingmar Bergman para o clássico de Ibsen: “Espectros”.

Ágil em sua construção dramatúrgica, o texto transita na volta do filho (Flavio Barollo), há muito tempo exilado pela mãe (Clara Carvalho), para a cerimônia de inauguração de um orfanato em homenagem póstuma ao pai. Nesse encontro tem início as revelações sobre a verdadeira natureza do pai, os motivos que levaram o filho ao exílio, além de mistérios que norteiam os agregados dessa família nada convencional, como o Pastor Manders, amigo da família e gestor do orfanato (Nelson Baskerville), o carpinteiro da obra (Plínio Soares) e a empregada da casa (Patrícia Castilho), culminando com um final surpreendente e inesperado entre mãe e filho.
“Apesar de o texto ser de 1881, uma época de transformações políticas e sociais, o mote principal do espetáculos são as relações humanas e as escolhas de cada um, cada personagem tem seys dramas e demônios. Alem disso, Bergman mostra que ambém era uma amnte dos palcos”.

-Espetáculo encerrou temporada!
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