DON VITO CORLEONE

gf1“Don Vito Corleone era um homem a quem todo mundo recorria em busca de auxilio, e quem o fizesse jamais ficava desapontado. Ele não fazia promessas ocas, nem apresentava a desculpa covarde de que as suas mãos estavam amarradas por forças mais poderosas no mundo do que ele mesmo. Não era preciso que ele fosse amigo da pessoa, nem mesmo era importante que a pessoa não tivesse meios com que pagar-lhe o favor recebido. Apenas uma coisa era necessária. Que a pessoa, a própria pessoa, proclamasse sua amizade. Então, não importava quão pobre ou impotente fosse o suplicante. Don Corleone se encarregaria entusiasticamente de resolver-lhe os problemas. E não permitiria quecoisa alguma impedisse a solução do infortúnio desse indivíduo.

Sua recompensa? A amizade, o respeitoso titulo de “Don” e, às vezes, a saudação mais carinhosa de “padrinho”. E talvez, apenas para mostrar respeito, nunca a título de proveito próprio, algum presente humilde — um galão de vinho feito em casa, ou um cesto de taralles apimentados feitos especialmente para honrar a sua mesa de Natal. Compreendia-se, era apenas uma questão de cortesia, proclamar que o indivíduo estava em dívida para com ele e que tinha o direito de convocar a pessoa, a qualquer momento, para saldar a dívida por meio de algum pequeno serviço.

71348-coverAgora, nesse grande dia, o dia do casamento de sua filha, Don Vito Corleone achava-se postado no vão da porta de sua casa de Long Beach, para saudar os convidados, todos eles conhecidos e de confiança. Muitos deviam a boa sorte na vida a Don Vito e. nessa ocasião íntima, sentiam prazer em chamá-lo pessoalmente de “Padrinho”. Até as pessoas que estavam executando os serviços da festa eram seus amigos. O barman era um velho companheiro, cujo presente consistia em todas as bebidas do casamento e em sua própria habilidade de especialista no assunto. Os garçons eram os amigos dos filhos de Don Corleone.

A comida colocada nas mesas de piquenique do jardim fora preparada pela mulher de Don Vito e suas amigas e o próprio jardim enorme, alegremente engrinaldado, tinha sido adornado pelas jovens amigas da noiva.

Don Corleone recebia todo mundo — rico e pobre, poderoso e humilde — com igual demonstração de afeto. Não menosprezava ninguém. Esse era o seu caráter. E os convidados exclamavam com tanto entusiasmo quão bem e se achava em seu smoking, que um observador inexperiente poderia facilmente pensar que o próprio Don Vito era o feliz noivo.”

– Trecho de O Poderoso Chefão, livro de Mario Puzo que deu origem ao filme. Palavras que caracterizam todo espírito Don Corleone de ser.

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