DANÇANDOS NAS CAVERNAS

pinaDe Pina Bausch a Caverna Chauvet, no sul da França. Dois documentários, duas produções exploram o assunto de forma ampliada para passar a verdadeira essência para o espectador. Não são um mero “wikipedia” filmado. Estamos falando de Pina de Wim Wenders e Caverna dos Sonhos Esquecidos de Werner Herzog.

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“Tem coisas que nos deixam sem palavras. E tem coisas que as palavras não dão conta de dizer. É aí que entra a dança”. Esse é o espírito de uma das maiores dançarinas de todos os tempos, que Wim Wenders fez transparecer em cada quadro dessa trama. Isso não é cinema, é uma obra híbrida, a câmera captou imagens que o olho nu poderia deixar passar em uma apresentação teatral.

Os atores falam com o corpo, em cada movimento sincronizado, brusco ou de uma leveza simples. Tem drama, tensão, poesia. Ao assistir, você não sabe a data que Pina nasceu, nem qual é sua terra natal, nem vê uma lista extensa de todos os trabalhos participou. A plateia somente absorve o sentido/sentimento, o rico universo de Pina Bausch.

pina (1)Já Werner Herzog leva o espectador um lugar extraordinário, infinito, além das fronteiras mundanas. O diretor vai para o interior da Caverna Chauvet, no sul da França. É onde os mais antigos desenhos rupestres foram descobertos em 1994. O local guarda pinturas que têm em média 32 mil anos de idade, todos os desenhos estão intocados e revelam uma história que ainda precisa ser contada.

O lugar ficou lacrado por milhares de anos, como se fosse uma cápsula do tempo. As representações nas cavernas parecem ter sido feitas recentemente, grau que indica o nível de conservação. As ilustrações mostram todos os costumes de uma época que se tem mais perguntas do que respostas. É um templo que exige silêncio, como se os artistas paleolíticos ainda estivem trabalhando.

CAVE-OF-FORGOTTEN-DREAMS3.JPG_rgbAmbos os documentários ganharam texturas e mais vida com a exibição em 3D. O realismo da dança em Pina faz qualquer um se se sentir em uma plateia no teatro. Em relação a Caverna Chauvet, as tomadas apresentam um conteúdo pulsante, em busca do novo, da história, de uma fenda no espaço e no tempo.

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