É BRONZE!

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Essa Olimpíada nem deu para fazer aquelas piadinhas sobre a grande quantidade de medalhas de bronze antes de ganhar uma dourada. Pois, logo no primeiro dia de competição Sarah Menezes faturou o ouro. Mesmo assim, a cada edição dos jogos, a situação se repete, o Brasil não é uma potência olímpica e os atletas que procuram fazer o melhor não são reconhecidos. Para a maioria prata e bronze não valem nada, quiçá apenas participar do evento. Pode incluir a imprensa esportiva nesse item, que adora criar alvos para disparar toda sua munição.

Apesar da falta de apoio e da pouca visibilidade, alguns atletas tem que tirar o chapéu: Arthur Zanetti nas argolas, César Cielo, Bruno Fratus e Thiago Pereira na natação, Fabiana Murer no salto com vara, Diego Hipólitio na ginástica, entre outros. Nos dois últimos casos, os atletas conseguiram construir jornadas vencedoras em modalidades que o país não tem nenhuma tradição. Até mesmo o basquete masculino que perdeu para a Argentina merece respeito, pois a categoria está se estruturando, se inspirando na própria Argentina.395830_4557774668394_1747719869_n

149814991.jpg.CROP.rectangle3-largeA primeira entrevista que Cielo deu após ganhar o bronze nos 50m livres, sua especialidade, foi simplesmente deprimente. A primeira pergunta da jornalista foi logo um:

– Essa medalha tem gosto de derrota?

Ninguém vê o esforço do atleta em mundiais e outras competições, só jugam por uma prova que acontece a cada 4 anos. O nadador ainda pediu desculpas por ter perdido o primeiro lugar. Como assim?

E o que dizer do vôlei? Tanto no masculino, quanto no feminino o Brasil atingiu uma soberania durante anos. Algo que o futebol diz que tem, porém na prática o que se vê são apenas palavras vazias. Atualmente, ambas equipes não estão 100%, ainda há chances de medalhas. Caso a vitória não venha, todo o sucesso será esquecido como senão tivesse acontecido.

É necessária uma mudança de mentalidade, Estados Unidos não tem um Michael Phelps por sorte. Existe investimento, trabalho, treinos por trás dos recordes desse ícone do esporte. Atletas de 15 e 16 anos já são destaques. Ouro, prata ou bronze, ou até mesmo participar. Seja lá qual for, é preciso comemorar, no Brasil o esporte luta contra a maré!

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