THE BIG LEBOWSKI

the_big_lebowski_jeff_bridges_1280x800_wallpaper_Wallpaper_2560x1600_www.wall321.comOs irmãos Coen são conhecidos por tirar “leite de pedra”, fazer filmes sobre o “nada” e tirarem um grande resultado. Característica que complica até definir de que tema se trata seus filmes. O Grande Lebowski tem como protagonista um ser livre de tudo e de todos, assim como o próprio cinema da dupla Joel e Ethan.

Ele leva o nome do filme, entretanto sua primeira cena não tem nada de idealizado. Conhecido como The Dude, Lebowski (Jeff Bridges) aparece com um roupão velho, chinelos, cabelos longas e bagunçados e bermudão em um supermercado. Ele precisa comprar leite para mais um dose de White Russian (Bebida que mistura Vodka, Lícor Kahlúa, Leite e Gelo). Entre um copo e outro, o personagem fuma um baseado, ouve Creedence Clearwater Revival ou está com amigos participando do campeonato de boliche.

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Na trama, Lebowski é confundido com um homônimo rico e perseguido por dívidas de jogo. Além do dinheiro, essa versão lebowskiana tem uma mulher, ex-atriz pornô, que foi sequestrada e Jeff Bridges é chamado para resolver o caso.

lebowski_threeO longa é recheado de personagens surtados: artistas estranhos, maníaco sexual que joga boliche chamado Jesus (John Turturro); Walter Sobchak (John Goodman) é um veterano do Vietnã sempre pronto para gritar e sacar uma arma em situações nada convencionais; Donny (Steve Buscemi) é um homem que não fala simplesmente nada. Com o decorrer das cenas, mais personas aparecem com gosto e ímpetos beirando a violência e a loucura para atingir seus próprios objetivos ou neuras.

Nesse leque rodeado de conspirações e dinheiro, The Dude só liga para uma coisa: seu tapete que foi danificado por um agiota que o confundiu na hora de extorquir uma grana. Los Angeles está com pano de fundo de todas essas ações, cidade que já foi sinônimo de riqueza e de todo o ideal dos Estados Unidos.

O Grande Lebowski é o anti a todos esses significados e principalmente ao mundo de aparências. Ele não quer dinheiro, um carro importado, fama e sucesso que a maioria almeja ou prega como dever maior. O protagonista está preocupado com nada, um anti-herói americano. Um dos últimos hippies da geração de contracultura que se vê em mais uma guerra (Mais uma vez no Iraque, só que a do anos 90). Um protesto que perdeu força nos últimos anos e vive à surdina pelo cotidiano urbano. Vale destaque para um dos seus devaneios que mostra todo o seu ócio envolto de danças, boliche e uma bela mulher. Ou para a cena que The Dude se olha em um espelho que simula a capa da Revista Time com os dizeres “Homem Do Ano”. Deboche e humor negro a la Coen como sempre.

Não é à toa que a história é narrada por um caubói desconhecido (lado do interior dos EUA dos Coen) que admira toda essa atmosfera. Um ser livre que que tinha apenas as areias do deserto do Velho Oeste para desbravar, assim como Lebowski, que tenta viver como um andarilho do Western em um mundo recheado de regras.

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