DJANGO X DJANGO

03Após uma luta de mandigos, Franco Nero vai ao bar e bate um papo com Jamie Foxx. Pergunta o nome do sujeito, que não hesita e diz letra por letra:

– D-J-A-N-G-O. Com D mudo.

Neste momento, Franco Nero consente com a cabeça e vai embora. Parece que ele passa o bastão para Foxx após aprová-lo como um verdadeiro Django. Sergio Corbucci fez sua versão de Django para os cinemas em 1966. Quentin Tarantino bebeu de todas as escolas do Western Spaghetti, porém é nesse diretor que seu mais novo filme se inspira.migmo89c4gbc2kepotyimsywum0

Django (1966) O Django de Franco Nero rasteja um caixão, quer enterrar a sua antiga vida, caminha a esmo pelo Oeste. Django de Foxx anda enfileirado, pés descalços, acorrentados, não sabe o próximo destino de seu senhorio. Ambos são escravos e querem deixar essa rotina de lado com desejo de vingança, marca primordial dos protagonistas de Quentin Tarantino.

37

Major Jackson (Eduardo Fajardo) mata por esporte, comanda uma prole de encapuzados vermelhos como um exército da Klu-Klux-Klan. Um homem que se daria bem com as crueldades do vilão de Leonardo DiCaprio. O personagem de Corbucci quer ter a sua própria “Candyland” e transforma o vilarejo em uma cidade fantasma. Os mexicanos comandos por Hugo Rodriguez (José Bódalo) também entram na disputa, onde Django segue o roteiro de Por Uns Dólares a Mais (1964), de Sergio Leone ou Yojimbo (1961), de Akira Kurosawa. Ele tenta enganar os dois lados em benefício próprio. Também existe uma garota na jogada. A Broomhilda (Kerry Williams) do longa de Tarantino se encaixa no perfil de María (Loredana Nusciak), ambas mulheres sofrem opressão. A primeira é escrava na fazenda, enquanto a outra em um cabaré falido.30Os enquadramentos, os olhares, o desejo, a música de Luis Bacalov, das grandes a sutilezas referências, todos esses sentimentos ligam a obra de Tarantino com a Sergio Corbucci. O nome de Django sempre foi ligado ao mundo Western Spaghetti, fato que marcou a presença do personagem em vários outros filmes.13Django Atira Primeiro (1966), de Alberto De Martino; Viva Django (1968) de  Ferdinando Baldi; Django O Bastardo (1969), de Sergio Garrone ; Django Não Perdoa, Mata (1968), de Luigi Bazzoni; Django 2: A Volta do Vingador (1987); de Nello Rossati… Franco Nero só voltou a viver novamente o personagem nesse último.

Não importa o longa, Django será sempre um herói, um anti-herói, um justiceiro um homem do oeste ou não, como o pequeno Django em Sukiyaki Western Django (2007), de Takashi Miike. 03 (1)

Anúncios

Uma resposta em “DJANGO X DJANGO

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s