É TUDO VERDADE

2049730213092549Fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, no ano em que completa sua maioridade, o É Tudo Verdade – 18o Festival Internacional de Documentários apresenta uma seleção de 82 títulos, vindos de 26 países. Entre eles, 20 produções farão sua première mundial. Em São Paulo e Rio de Janeiro, o público poderá acompanhar o mais importante evento dedicado exclusivamente à produção não-ficcional na América Latina entre os dias 04 e 14 de abril. Já os brasilienses terão de 16 a 21 de abril e o público de Campinas poderá acompanhar essa safra entre 23 e 28 de abril.
“Um festival alcançar a maioridade, completando 18 edições, é um marco a celebrar”, destaca Amir Labaki, fundador e diretor do É Tudo Verdade. “Mas é também um desafio que se renova. Nunca antes o documentário ocupou um papel tão central na cultura contemporânea, brasileira e internacional. Nossa maioridade também implica um novo patamar de responsabilidade”.
A Seleção Internacional, dividida em mostras competitivas (longas e curtas) e informativas (Especiais, O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano), apresenta 41 títulos. Entre eles, premières mundiais como Antes e Depois do Jantar (EUA) de Cindy Kleine, um retrato do ator e diretor André Gregory, e destaques de festivais internacionais, como Primo de Segundo Grau (EUA), de Alan Berliner, vencedor do IDFA 2012, e A Máquina que Faz Tudo Sumir (Georgia), que valeu à estreante Tinatin Gurchiani o prêmio de direção da competição internacional de documentários do Sundance 2013. Celebrando o octagésimo aniversário do escritor americano Philip Roth, autor de clássicos como Complexo de Portnoy e Homem Comum, o festival apresenta em sessão especial Philip Roth, Sem Complexos (França), de William Karel e Livia Manera.

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A Retrospectiva
Internacional
 homenageará um
dos pais do cinema documentário, o cineasta soviético Dziga Vertov (1896-1954).
Em 2012, pela primeira vez em sessenta anos, um documentário emplacou um posto
entre os dez maiores filmes de todos os tempos segundo o levantamento decenal
da revista de cinema britânica Sight & Sound: O Homem da Câmera de Filmar (1929), de Dziga Vertov, que se
posicionou no oitavo
lugar. Para Labaki, “nada melhor do que celebrar Vertov no ano da maioridade de
um festival que deve a ele muito de sua inspiração, além da originalidade e
longevidade do gênero que ajudou a fundar”.
A retrospectiva apresentará oito programas
em cópias 35 mm, numa parceria inédita no país com a Coleção Dziga Vertov do
Austrian Film Museum, que reúne o mais importante acervo mundial de filmes e
documentos relacionados ao cineasta. A curadora da coleção, Adelheid Heftbeger,
virá ao Brasil acompanhar a retrospectiva e conversar com o público em São
Paulo e no Rio de Janeiro.
Destaques


“Quarto 237″, de Roy Ascher
Destaque do Festival de Cannes 2012, a
produção investiga as lendas e os símbolos por trás do filme “O Iluminado”,
clássico do diretor britânico Stanley Kubrick.


“Fanny, Alexander e Eu”, de Stig Bjorkman
Dirigido por Stig Bjorkman, o documentário
revisita uma das obras clássicas do cineasta sueco Ingmar Bergman: “Fanny e
Alexander”.



“Philip Roth, Sem Complexos”, de William
Karel e Livia Morena
O filme registra uma conversa sobre
processo de criação com o escritor Philip Roth, um dos grandes nomes da
literatura americana contemporânea.



“A Rainha de Versailles”, de Lauren
Greenfield

O documentário acompanha o estilo de
vida do milionário David Siegel e da esposa, Jackie, 30 anos mais jovem.
Juntamente com os oito filhos, eles planejam construir a maior casa dos EUA,
inspirada no Palácio de Versalhes.


 “A Máquina Que Faz Tudo”, de Tinatin
Gurchiani

Compilação das memórias da extinta União
Soviética, o filme deu à Gurchiani o prêmio de melhor direção no Festival
Sundance de Cinema.


“Cidade Cinza”, de Marcelo Mesquita e
Guilherme Valiengo

O filme aborda a questão do graffiti da
dupla OS GEMEOS apagado do centro de São Paulo pela prefeitura em 2008.


“Cidade do Som”, de Dave Grohl

Dirigido pelo líder do Foo Fighters, o
filme conta a história do extinto estúdio Sound City, local de discos famosos
de artistas como Neil Young, Johnny Cash e Nirvana.


A novíssima safra de produções
brasileiras
 , também dividida em mostras competitivas e informativas,
apresenta uma vigorosa combinação de cineastas consagrados e jovens diretores.
Dois cineastas presentes em 1996 na exibição inaugural do É Tudo Verdade,
Helena Solberg e Sylvio Back, voltam a marcar presença, lançando em competição
novas obras.
A novíssima safra de produções brasileiras , também dividida em mostras competitivas e informativas, apresenta uma vigorosa combinação de cineastas consagrados e jovens diretores. Dois cineastas presentes em 1996 na exibição inaugural do É Tudo Verdade, Helena Solberg e Sylvio Back, voltam a marcar presença, lançando em competição novas obras.

A Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens apresentará sete filmes – todos em première mundial. O título vencedor conquista, pelo sétimo ano consecutivo, o Prêmio CPFL Energia / É Tudo Verdade, no valor de R$ 110 mil, e ainda um troféu, criado pelo artista plástico Carlito Carvalhosa.
A Competição Brasileira de Curtas-Metragens exibirá nove filmes, dos quais, cinco totalmente inéditos. O vencedor receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil e o troféu É Tudo Verdade.william-shatner-chris-pine-the-captains-sliceAdiantando as discussões em torno do cinquentenário do golpe militar de 1964 que derrubou o presidente João Goulart, a Retrospectiva Brasileira debate “Jango e o Caminho para 64”.
Tendo ao centro a pioneira e clássica cinebiografia do presidente deposto dirigida em 1984 por Silvio Tendler, o ciclo revisita ainda uma série de curtas intitucionais produzida pelo IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), instituição que desenvolveu papel ativo no preparo da opinião pública para a interrupção do processo democrático brasileiro.
20130320191332223737oDuas mesas-redondas discutirão, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a importância histórica de Jango e o processo de produção do filme, contando com a participação do diretor Silvio Tendler, dos produtores Denize Goulart e Hélio Ferraz, do diretor de fotografia Lúcio Kodato, do montador Francisco Moreira e do técnico de som Geraldo Ribeiro.
A 13ª Conferência Internacional do Documentário será realizada no Museu da Imagem e do Som, entre os dias 09 e 10 de abril. O tema são as relações entre as vanguardas fílmicas e o documentário, clássico e contemporâneo. Entre os participantes, estarão os cineastas Alan Berliner, Carlos Adriano e Susana Sousa Dias e os críticos Michael Renov, Patrícia Rebello e Rubens Machado. Haverá tradução simultânea e a entrada é franca.
O material gráfico do É Tudo Verdade 2013 celebra a obra de dos irmãos Stenberg, Vladimir (1899 – 1982) e George (1900 – 1933). Estudantes da Escola Stroganov de Artes Aplicadas de Moscou, a dupla de irmãos estabeleceu sua parceria profissional a partir de 1917. Pioneiros do design construtivista, trabalharam em cenários e figurinos para o Music Hall de Moscou e o Teatro Bolshói antes de promoveram sua própria revolução na criação de cartazes cinematográficos para a nascente Goskino.
Veja a programação clicando acessando o http://www.itsalltrue.com.br/2013/home1.asp
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