CINEMA MARGINAL BRASILEIRO

o_bandido_da_luz_vermelha__1A Cinemateca Brasileira apresenta, a partir de novembro, uma ampla retrospectiva do Cinema Marginal Brasileiro. A reedição da mostra CINEMA MARGINAL BRASILEIRO E SUAS FRONTEIRAS, apresentada em 2012, na Cinemateca Portuguesa, com curadoria de Eugênio Puppo, contará com exibições de uma parcela significativa dessas produções brasileiras dos anos 1960 e 1970.

O conjunto dessa filmografia heterogênea foi também designado por Cinema Experimental, Cinema Poesia, Cinema Underground, Udigrúdi ou Cinema de Invenção e representou uma subversão radical da linguagem cinematográfica. Os filmes dessa geração foram produzidos com baixíssimo orçamento e continham uma marca autoral e irreverente. A época foi prolífica e de grande efervescência, mesmo diante das dificuldades do mercado de exibição e das duras amarras da censura.

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A mostra é resultado de pesquisas no acervo da instituição, bem como da confecção de novas cópias 35mm especialmente produzidas pela Cinemateca Brasileira para o evento em Lisboa. Em busca de oferecer a oportunidade de ver ou rever estes filmes, alguns feitos há mais de trinta anos, a programação contará com uma seleção de títulos consagrados e também com produções raras do cinema brasileiro.Dentre os destaques estão o “clássico” O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, filme marco do cinema marginal paulista; República da traição, longa-metragem de Carlos Ebert censurado pelo governo militar e nunca lançado comercialmente; e o inusitado e inventivo Bang-bang, de Andrea Tonacci.

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próximo ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

www.cinemateca.gov.br

Entrada gratuita

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PROGRAMAÇÃO

NOVEMBRO

8.11 | SEXTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 1 | RUA CHAMADA TRIUMPHO 69/70 | RUA CHAMADA TRIUMPHO 70/71 | O CANDINHO | ZÉZERO

21h00 CINEMA MARGINAL | REPÚBLICA DA TRAIÇÃO

9.11 | SÁBADO

19h00 CINEMA MARGINAL | SEM ESSA ARANHA

21h00 CINEMA MARGINAL | O DESPERTAR DA BESTA

10.11 | DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | ORGIA OU O HOMEM QUE DEU CRIA

21h00 CINEMA MARGINAL | O ANJO NASCEU (com apresentação do professor Ismail Xavier)

15.11 | SEXTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | DESESPERATO

21h00 CINEMA MARGINAL | HOMEM DO CORPO FECHADO

16.11 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL (com apresentação do crítico de cinema Inácio Araújo)

21h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 2 | ESTA RUA TÃO AUGUSTA | O M DA MINHA MÃO | SANGUE CORSÁRIO | SONHOS DE VIDA

17.11 | DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | JARDIM DE GUERRA

21h00 CINEMA MARGINAL | CÂNCER

21.11 | QUINTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 3 | LACRIMOSA | PORTO DE SANTOS | OLHO POR OLHO | BLA BLA BLA

21h00 CINEMA MARGINAL | CAVEIRA MY FRIEND

23.11 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

14h00 UNIVERCINE | MATOU A FAMÍLIA E FOI AO CINEMA

19h00 CINEMA MARGINAL | METEORANGO KID – O HERÓI INTERGALÁTICO

24.11 | DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | VIAGEM AO FIM DO MUNDO

21h00 CINEMA MARGINAL | O PROFETA DA FOME (com apresentação do professor Rubens Machado)

28.11 | QUINTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | O BANDIDO DA LUZ VERMELHA (com apresentação de Helena Ignez)

21h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 4 | BETHÂNIA BEM DE PERTO | EU SOU VIDA, EU NÃO SOU MORTE | GURU E GURIS | CONTESTAÇÃO | CÉU SOBRE ÁGUA

30.11 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | OS MONSTROS DE BABALOO

21h00 CINEMA MARGINAL | PERDIDOS E MALDITOS

DEZEMBRO

1.12 | DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | HITLER III MUNDO

21h00 CINEMA MARGINAL | ORGIA OU O HOMEM QUE DEU CRIA

4.12 | QUARTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | SEM ESSA ARANHA

21h00 CINEMA MARGINAL | DESESPERATO

5.12 | QUINTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | METEORANGO KID – O HERÓI INTERGALÁTICO

21h00 CINEMA MARGINAL | CAVEIRA MY FRIEND

6.12 | SEXTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | O HOMEM E SUA JAULA

21h00 CINEMA MARGINAL | O DESPERTAR DA BESTA

7.12 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 1 | RUA CHAMADA TRIUMPHO 69/70 | RUA CHAMADA TRIUMPHO 70/71 | O CANDINHO | ZÉZERO

21h00 CINEMA MARGINAL | MATOU A FAMÍLIA E FOI AO CINEMA

8.12 | DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | O PROFETA DA FOME

21h00 CINEMA MARGINAL | SAGRADA FAMÍLIA

12.12 | QUINTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | LILIAN M: RELATÓRIO CONFIDENCIAL

21h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 2 | ESTA RUA TÃO AUGUSTA | O M DA MINHA MÃO | SANGUE CORSÁRIO | SONHOS DE VIDA

13.12 | SEXTA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | VIAGEM AO FIM DO MUNDO

21h00 CINEMA MARGINAL | O ANJO NASCEU

14.12 | SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

14h00 UNIVERCINE | O BANDIDO DA LUZ VERMELHA

19h00 CINEMA MARGINAL | OS MONSTROS DE BABALOO

15.12 | DEZEMBRO

SALA CINEMATECA BNDES

19h00 CINEMA MARGINAL | BANG BANG

21h00 CINEMA MARGINAL | CURTAS MARGINAIS 4 | BETHÂNIA BEM DE PERTO | EU SOU VIDA, EU NÃO SOU MORTE | GURU E GURIS | CONTESTAÇÃO | CÉU SOBRE ÁGUA

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

À meia noite levarei sua alma, de José Mojica Marins

São Paulo, 1964, 35mm, pb, 81´

José Mojica Marins, Magda Mei, Nivaldo de Lima, Valéria Vasquez

O sádico e cruel coveiro Zé do Caixão pretende gerar um filho perfeito para dar continuidade ao seu sangue. Sua mulher não consegue engravidar e ele acaba violentando a mulher do seu melhor amigo. A moça violentada pelo coveiro decide se suicidar para regressar do mundo dos mortos e levar a alma de Zé do Caixão consigo.

Não indicado para menores de 18 anos

O anjo nasceu, de Júlio Bressane

Rio de Janeiro, 1969, 35mm, pb, 82´

Hugo Carvana, Milton Gonçalves, Norma Bengell, Maria Gladys

Dois bandidos saem pela cidade cometendo atos de violência. Um deles, místico, acredita que assim está se aproximando de um anjo que lhe limpará a alma. O outro, um marginal impiedoso, segue os passos do amigo, acreditando também no anjo da salvação. Esteticamente ousado e com poucos diálogos, o filme apóia-se em larga medida em suas imagens, de enquadramentos inventivos.

Não indicado para menores de 18 anos

O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla

São Paulo, 1968, 35mm, pb, 92’

Paulo Villaça, Luiz Linhares, Helena Ignez, Pagano Sobrinho

Marginal coloca a população em polvorosa e desafia a polícia ao cometer os crimes mais requintados. Enquanto comete seus delitos, conhece uma provocante prostituta, famosa em toda a Boca do Lixo, por quem se apaixona. Primeiro longa-metragem de Rogério Sganzerla, O bandido da luz vermelha é um dos filmes mais influentes da história do cinema brasileiro.

Não indicado para menores de 16 anos

Bang bang, de Andrea Tonacci

São Paulo, 1971, 35mm, pb, 80’

Paulo César Pereio, Abrahão Farc, José Aurélio Vieira, Ezequias Marques

Homem-macaco” é perseguido por uma quadrilha de criminosos bizarros neste filme policial satírico, estruturalmente livre, rodado na provinciana Belo Horizonte dos anos 70. Repleto de referências, Bang bang destina à câmera uma autonomia explosiva que a faz personagem.

Não indicado para menores de 14 anos

Bethânia bem de perto, de Júlio Bressane e Eduardo Escorel

Rio de Janeiro, 1966, 35mm, pb, 11´

Jards, Macalé, Edson Machado, Pedro das Flores, Caetano Veloso, Annecy Rocha

Maria Bethania entrou para o rol das grandes cantoras brasileiras em 1965, no show teatral Opinião, apresentando-se ao lado de Zé Ketti e João do Vale. O filme registra o primeiro show da cantora no Rio, realizado na boate Cangaceiro, após sua consagração como intérprete da música Carcará.

Não indicado para menores de 10 anos

Bla bla bla, de Andrea Tonacci

São Paulo, 1968, 16mm, pb, 28´ | Exibição em  35mm

Paulo Gracindo, Nelson Xavier, Irma Alvarez

Um ditador, passando por um grave momento de crise nacional, tenta justificar seu programa de governo na televisão. No entanto, a realidade impõe-se à sua ficção e o controle da situação escapa-lhe das mãos.

Não indicado para menores de 10 anos

Câncer, de Glauber Rocha

Brasil/Itália, 1968-1972, 16mm, pb, 86’  | Exibição em 16mm

Odete Lara, Hugo Carvana, Antonio Pitanga, Hélio Oiticica

Num dos mais radicais projetos do diretor Glauber Rocha, três personagens – um típico malandro carioca, o receptador de seus pequenos golpes e uma loura sensual – envolvem-se em situações cujo tema é a violência física e psicológica.

Não indicado para menores de 18 anos

O Candinho, de Ozualdo Candeias

Mato Grosso, 1976, 35mm, pb, 33´

Eduardo Llorente, Shirley Grechi, Ivani Ross

Candinho, um rapaz dotado de certa deficiência mental, é expulso, juntamente com sua família, da fazenda onde trabalhavam no interior. Ele parte,então, para a cidade em busca de uma promessa de redenção na figura de uma imagem de Cristo entregue a ele pelo padre local.

Não indicado para menores de 16 anos

Caveira my friend, de Álvaro Guimarães

Rio de Janeiro/Salvador, 1970, 16mm, pb, 86’ | Exibição em 35mm

Nonato Freire, Baby Consuelo, Sônia Dias, Manoel Costa

A exemplo de filmes como Meteorango Kid, o herói intergalático, expressão da vanguarda baiana dos anos 1970,Caveira my friend radicaliza o discurso fílmico ao tomar como tema a própria linguagem cinematográfica. Em meio a sequências fragmentadas e sob a trilha sonora dos Novos Baianos, acompanha as ações de assaltantes liderados por Caveira.

Não indicado para menores de 14 anos

Céu sobre água, de José Agrippino de Paula

Salvador, 1978, Super-8, cor, 22’ | Exibição em Beta SP

Em Águas de Arembepe, na Bahia, uma mulher ora grávida, ora não; uma criança e um homem em temporalidade elíptica harmonizam-se e integram-se com densidade rítmica ao espaço da natureza.

Não indicado para menores de 14 anos

Contestação, de João Silvério Trevisan

São Paulo, 1969, 35mm, pb, 15´ | Exibição em HDCAM

Remontagem do curta de estreia do diretor, O&A, o filme é uma colagem de imagens de jornais, impressos e televisivos que trazem imagens de confrontos de jovens com a polícia de diversos países, contextualizando o auge do período da contracultura mundial.

Não indicado para menores de 14 anos

Desesperato, de Sérgio Bernardes Filho

Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 85’

Raul Cortez, Mariza Urban, Nelson Xavier, Mário Lago, Ferreira Gullar. 16 anos.

Após pesquisar nas “zonas negras do terceiro mundo”, escritor lança um livro cujo tema é o patriotismo e a história de um líder popular chamado Severino. Na sua “volta ao lar”, encontra uma estrutura arcaica que não pode mais suportar.

Não indicado para menores de 12 anos

O despertar da besta, de José Mojica Marins

São Paulo, 1969, 35mm, cor/pb, 92’

José Mojica Marins, Sérgio Hingst, Ozualdo Candeias, Andréa Bryan

Médico expõe num programa de televisão sua tese sobre as drogas e sua influência sobre a mente, mostrando resultados de seus experimentos com LSD em voluntários viciados.

Não indicado para menores de 18 anos

Esta rua tão Augusta, de Carlos Reichenbach

São Paulo, 1966-1968, 35mm, pb, 11’

Retratos da Rua Augusta em 1967 – o comércio local, os transeuntes, a Galeria Ouro Fino e o movimento de automóveis. Imagens do pintor Waldomiro de Deus expondo seus quadros na calçada; a Jovem Guarda nos tempos do Teatro Record e a juventude ao som do rock.

Livre

Eu sou vida, eu não sou morte, de Haroldo Marinho Barbosa

Rio de Janeiro, 1970, 35mm, cor, 14’

José Wilker, Renato Machado, Maria Thereza Medina

Adaptação da peça teatral Qorpo Santo, eu sou vida, eu não sou morte. Não há cenário, além das paredes da locação e as atuações são não-naturalistas e desdramatizadas. O filme lida com a batalha entre os instintos de vida – a liberdade, o amor, as livres associações, a impropriedade – e os de morte – o Direito, a Natureza e a Religião.

Não indicado para menores de 10 anos

O Guru e os guris, de Jairo Ferreira

São Paulo, 1973, 35mm, pb, 11’

Maurice Legeard, Herédia, Eduardo, Carlinhos, Kolhy.

Jairo Ferreira encontra na figura de Maurice Legeard a estratégia para falar da paixão pelos filmes. Dirigindo o Clube de Cinema de Santos, um dos mais antigos do país, Legeard encara o cineclubismo como uma maneira de aglutinar filmes, pessoas e idéias ao seu redor – seja na sala de cinema ou numa mesa de bar.

Não indicado para menores de 16 anos

Hitler III mundo, de José Agrippino de Paula

São Paulo, 1968, 35mm, pb, 70´

Jô Soares, José Ramalho, Eugênio Kusnet, Luiz Fernando de Rezende, Túlio de Lemos. 16 anos.

Paranóia, culpa, desejo frustrado, miséria e tecnologia num país subdesenvolvido. Narrativa fragmentária, enquadramentos distorcidos, gritos e ruídos. O nazismo toma conta da cidade de São Paulo: prisão e tortura de revolucionários, um samurai perdido no caos, amantes trancafiados, o ditador e sua corja de bárbaros conservadores.

Não indicado para menores de 14 anos

O Homem do corpo fechado, de Schubert Magalhães

Belo Horizonte, 1972, 35mm, cor, 91´ | Exibição em Beta Digital

Roberto Bonfim, Esther Mellinger, Milton Ribeiro, Angelito Mello, Lorival Pariz

Depois de tentar viver pacatamente e sempre sair perdendo, o vaqueiro João de Deus aceita as regras do jogo: seu avô  ‘fecha’ seu corpo e ele se emprega como jagunço do coronel Trajano. Após um ‘serviço’ para o coronel, João de Deus apaixona-se por Dinorá, sobrinha do fazendeiro.

Não indicado para menores de 14 anos

O Homem e sua jaula, de Fernando Coni Campos

Rio de Janeiro, 1969, 35mm, pb, 74´

Hugo Carvana, Esmeralda Barros, Armando Barroso, Helena Ignez, Joel Barcelos

Baseado no romance Matéria de Memória de Carlos Heitor Cony, conta a história de um homem que enviúva e mantém relações ambíguas com a sogra, que vive em sua casa. Decide então trancar-se no quarto, reavivando a memória através de velhas cartas e fotografias.

Não indicado para menores de 16 anos

Jardim de guerra, de Neville Duarte d’Almeida

Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 90´

Joel Barcellos, Maria do Rosário Nascimento Silva, Vera Brahim, Ezequiel Neves. 16 anos.

Maio de 68, Black Power, Che Guevara, guerra do Vietnã, maoísmo, Godard. Bons planos, noção perfeita do tempo cinematográfico, direção segura e a habilidade do câmera Dib Lutfi fazem de Jardim de guerra uma das mais interessantes tentativas de cinema de autor realizadas no Brasil do final dos anos 60.

Não indicado para menores de 14 anos

Lacrimosa, de Aloysio Raulino e Luna Alkalay

São Paulo, 1970, 16mm, pb, 12′ | Exibição em 35mm

Pela Marginal Tietê e outras vias da metrópole, desfilam terrenos baldios, construções, fachadas de fábricas e favelas, num cenário desolador. O itinerário seguido pela câmera vai até as entranhas da miséria urbana, onde crianças, homens e mulheres vivem em meio ao lixo.

Não indicado para menores de 14 anos

Lilian M: relatório confidencial, de Carlos Reichenbach

São Paulo, 1975, 35mm, cor, 120’

Célia Olga Benvenutti, Benjamin Cattan, Edward Freund, Lee Bujyja

Seduzida por um mascate, camponesa abandona a família para ganhar a vida em São Paulo. Um acidente de carro faz com que ela siga sozinha para a capital, onde assume outro nome – Lilian – e se torna amante de um industrial e de seu filho. O triângulo amoroso termina em tragédia e ela se envolve com outro homem poderoso, mas é novamente abandonada.

Não indicado para menores de 16 anos

O “M” da minha mão, de Carlos Reichenbach

São Paulo, 1979, 35mm, cor, 9’

Mario Gennari Filho

Documentário sobre o compositor e acordeonista Mario Gennari Filho. O curta alterna entrevistas feitas com o artista e imagens da periferia de São Paulo.

Não indicado para menores de 14 anos

Matou a família e foi ao cinema, de Júlio Bressane

Rio de Janeiro, 1969, 35mm, pb, 80’

Márcia Rodrigues, Renata Sorrah, Antero de Oliveira, Vanda Lacerda

Obra essencial do cinema brasileiro, que gravita entre o burlesco e o dramático, o clichê e o sublime, a vida social e o olhar lançado à intimidade dos personagens. Um rapaz mata os pais a navalhadas e vai ao cinema assistir a “Perdidos de amor”. Duas mulheres em uma casa em Petrópolis. A montagem dispersa as linhas narrativas ao longo do filme, “alienando” programaticamente as partes do conjunto.

Não indicado para menores de 16 anos

Meteorango Kid – o herói intergalático, de André Luiz Oliveira

Salvador, 1969, 35mm, pb, 85’

Antonio Luiz Martins, Sonia Martins, José Wagner, Carlos Bastos

Com humor e escatologia, o filme apresenta o cotidiano de um revoltado universitário em busca de aventuras. Ilustre exemplar da vertente baiana do cinema marginal.

Não indicado para menores de 18 anos

Os monstros de Babaloo, de Elyseu Visconti

Rio de Janeiro, 1970, 35mm, pb, 98’

Wilza Carla, Zezé Macedo, Helena Ignez, Betty Faria

Comédia experimental de terror sobre as relações de poder num país imaginário cuja economia local é controlada por uma fábrica de banana e outra de jiló. Neste contexto, uma família grotesca vive subordinada ao grande orixá Babaloo.

Não indicado para menores de 16 anos

Olho por olho, de Andrea Tonacci

São Paulo, 1966, 16mm, pb, 22´

Daniele Gaudin, Fábio Sigolo, Francisco Arruda, Ronaldo Ferraz

Um grupo de amigos rodando de carro por São Paulo decide se vingar dos sentimentos de impotência e frustração que invadem suas vidas. Uma amiga serve de isca para atrair as vítimas.

Não indicado para menores de 10 anos

Orgia ou o homem que deu cria, de João Silvério Trevisan

São Paulo, 1970, 35mm, pb, 92’

Fernando Benini, Sérgio Couto, Pedro Paulo Rangel, Ozualdo Candeias, Luzya Conte

Depois de matar o pai, jovem tresloucado inicia uma caminhada, na qual se juntam uma série de personagens – um intelectual que fala uma língua incompreensível, um travesti negro, um anjo de asa quebrada, prostitutas, um cangaceiro, entre outros tipos brasileiros. Juntos, eles viajam em direção à cidade grande.

Não indicado para menores de 16 anos

Perdidos e Malditos, de Geraldo Veloso

Rio de Janeiro, 1970, 35mm, pb, 75´

Paulo Villaça, Maria Esmeralda, Carlos Figueiredo da Silva, Billy Davis, Marcelo França

Almeida é casado com Gisela, filha do dono do jornal que ele dirige. Ele passa a brigar com seu amigo Tavares, policial que investiga um assassinato provocado por uma série de reportagens publicadas pelo jornal sobre o submundo do crime. Almeida obedece a ordens superiores e não pode atender ao pedido de Tavares para que suspenda as reportagens, causando assim graves problemas para ambos.

Não indicado para menores de 18 anos

O porto de santos, de  Aloysio Raulino

São Paulo, 1978, 35mm, pb, 19′

Documentário sobre a vida do Porto de Santos nos anos 1970 – o movimento das embarcações, o trabalho dos doqueiros, o cotidiano dos caiçaras que vivem ao redor, a pesca minguada, e a prostituição no cais.

Não indicado para menores de 14 anos

O Profeta da fome, de Maurice Capovilla

São Paulo, 1969. 35mm, pb, 93´

Maurício do Valle, José Mojica Marins, Júlia Miranda, Sérgio Hingst

O faquir Ali Khan, principal atração de um circo decadente que percorre as cidades do interior paulista, recusa-se a levar adiante um número em que deveria comer carne humana. Diante da revolta do público, ele parte sem rumo e chega a uma nova cidade, onde pretende apresentar seu derradeiro número.

Não indicado para menores de 18 anos

República da traição, de Carlos Alberto Ebert

Rio de Janeiro, 1970, 35mm, cor, 90’

Vera Barreto Leite, Antonio Pedro, Zózimo Bulbul, Roberto Bonfim

Casal europeu chega à fictícia República do Maraguaya com uma estranha missão. Mas o envolvimento deles como um habitante do local, contratado como assistente, mudará seus planos. Um clássico “perdido” do Cinema Marginal Brasileiro, nunca lançado no circuito comercial.

Não indicado para menores de 16 anos

Uma rua chamada Triumpho 1969/70, de Ozualdo Candeias

São Paulo, 1971, 35mm, pb, 11’

Documentário sobre a Boca do Lixo, sua fauna humana e cinematográfica, construído a partir de fotos registradas pelo diretor Ozualdo Candeias.

Não indicado para menores de 14 anos

Uma rua chamada Triumpho 1970/71, de Ozualdo Candeias

São Paulo, 1971, 35mm, pb, 9’

Segunda parte do documentário sobre a Boca do Lixo, montado a partir de imagens de arquivo.

Não indicado para menores de 14 anos

Sagrada família, de Sylvio Lanna

Rio de Janeiro, 1970, 16mm, cor e pb, 85´ | Exibição em 35mm

Paulo César Pereio, Nélson Vaz, Wanda Maria Franqueira, Terezinha Soares

Uma família burguesa abandona o conforto da cidade e viaja para o interior. No meio do mato, ela perde sua noção de classe e experimenta a barbárie.

Não indicado para menores de 16 anos

Sangue corsário, de Carlos Reichenbach

São Paulo, 1980, 35mm, cor, 10’

Orlando Parolini, Roberto Miranda

Perambulando por São Paulo, bancário encontra um colega de geração que viveu com ele a aventura dos anos 1960. Trata-se de um poeta andarilho, com o qual desfrutou intensamente os anos de contracultura.

Não indicado para menores de 14 anos

Sem essa aranha, de Rogério Sganzerla

Rio de Janeiro, 1970, 16mm, pb, 102´ | Exibição em Beta Digital

Jorge Loredo, Helena Ignez, Maria Gladys, Luiz Gonzaga

Banqueiro, viciado em jogo do bicho, vive perigosamente dividido entre três mulheres: uma loira, uma morena e outra negra.

Não indicado para menores de 14 anos

Sonhos de vida, de Carlos Reichenbach

São Paulo, 1979, 35mm, cor 10’

Patrícia Scalvi, Misaki Tanaka, Roberto Galante

Tendo como roteiro uma matéria turística publicada em um jornal, duas operárias da periferia de São Paulo viajam a um balneário próximo à cidade.

Não indicado para menores de 14 anos

Venha doce morte, de Sérgio Bernardes Filho

Rio de Janeiro, 1969, 16mm, pb, 9´ | Exibição em HDCAM

Documentário sobre a Casa São Luiz, tradicional asilo para idosos na cidade do Rio de Janeiro.

Livre

Viagem ao fim do mundo, de Fernando Coni Campos

Rio de Janeiro, 1967, 35mm, pb, 95’

Karim Rodrigues, Annik Malvil, Talula Campos, Jofre Soares

Diversas personagens alegóricas embarcam num avião: um time de futebol, um “cartola”, um velho decrépito, um grupo de freiras e uma garota propaganda. Sonhos, delírios, reflexões e situações concretas relacionam, ou não, um indivíduo a outro.

Não indicado para menores de 18 anos

Zézero, de Ozualdo R. Candeias

São Paulo, 1974, 35mm, pb, 31’

Milton Pereira, Isabel Antinópolis, Maria Gizelia, Palmira Balbina de Almeida

Um camponês sai de sua terra em busca das promessas da metrópole. Mas o trabalho como servente de pedreiro, a moradia, o sexo e a subsistência logo se revelam difíceis e brutais. Filmada com negativo vencido, a obra foi uma das primeiras no cinema brasileiro a pesquisar de modo convincente o ponto de vista do operariado.

Não indicado para menores de 14 anos

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