MARCO FERRERI, DA TELA PARA O PALCO

monga 3 - credito andrea isekiMatéria do site Barulho no Set

http://barulhonoset.com.br/especial/56-da-tela-para-o-palco/275-especial-marco-ferreri.html

Uma linda e sensual mulher que se transforma em macaco-monstro diante dos olhos da amedrontada plateia. A famosa e tradicional atração dos parques de diversão é levada aos palcos no espetáculo solo Monga, que estreia na quarta-feira (dia 6), às 21h, no Sesc Santo André (veja as informações ao final da matéria). Na montagem, a atriz Maria Carolina Dressler combina a história de uma figura icônica com o cinema grotesco do diretor italiano Marco Ferreri (1928-1997).

Com dramaturgia construída em processo colaborativo entre a atriz, o dramaturgo italiano Pietro Floridia (Teatro Dell’Argine, de Bologna) e a diretora Juliana Sanches (Grupo XlX de Teatro, de São Paulo), a peça mostra a trajetória de uma mulher que sofre pelo isolamento e pela exploração de sua imagem primata.Marco FerreriA mulher-macaca do filme ‘La Donna Scimmia’ (1964) foi uma das referências mais fortes para a peça. Porém, a mulher como portadora das transformações, o isolamento, o grotesco e a crítica à sociedade do espetáculo são marcas na filmografia do diretor e foram utilizadas como propulsores para a montagem.

Em julho de 2012, Maria Carolina pôde mergulhar no universo do cineasta italiano e vivenciá-lo. O estudo sobre a obra de Marco Ferreri lhe rendeu convites para um intercâmbio na Itália, de instituições como o Museo Nazionale del Cinema (em Torino), o Centro Sperimentale di Cinema (em Roma), e da Università degli Studi di Verona.

Marco Ferreri não é um diretor popular no Brasil. Com exceção de A Comilança (1973), seus longas nunca foram lançados no país. Para conhecer mais a obra do diretor, Maria Carolina deu cinco dicas essenciais, que você confere abaixo:

Ciao Maschio (1978)

“Personagens solitários e a busca pela identidade, pelo humano através do chimpanzé adotado como um filho.  Elenco incrível, com Gérard Depardieu e com Marcello Mastroianni, em interpretação tocante. Segundo o próprio Ferreri, o longa marca uma mudança no modo de contar histórias.”

Non Toccare la Donna Bianca (1974)

“Uma surpreendente comédia faroeste com crítica política numa paródia de watergate. Foi filmado num buraco de uma obra, cravado no centro de Paris. Destaque para trilha sonora de Philippe Sarde.”

Marcia Nuziale (1965)

“Ugo Tognazzi é protagonista de quatro distintas histórias com crítica ao matrimônio. Passando pelo casamento de dois cães até famílias formadas por bonecos infláveis.”

Il Futuro e donna (1984)

“A mulher é o futuro. Para Ferreri a mulher é a portadora das transformações, da renovação e da vida. Aqui, como em tantos outros filmes essa transformação está simbolizada pelo mar-útero Ferreriano.”

Nitrato di Argento (1996)

“Foi o último grito de Ferreri numa síntese de sua obra. Fala da transformação do cinema como rito coletivo e prevê a forma como o homem contemporâneo se relacionaria com a imagem.”

Não se perca!

O quê: Monga

Onde: Sesc Santo André – R. Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André, SP. Tel.: 0/xx/11/4469-1200. 40 lugares.

Quanto: R$ 10 (estudantes e maiores de 60 anos pagam R$ 5; comerciário, R$ 4). Até 11/12.

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