AMAR, BEBER E CANTAR NO GRANDE HOTEL BUDAPESTE

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Dois longas que ganharam as salas de cinema e merecem toda atenção. Amar, Beber e Cantar, de Alan Resnais e O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson.

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O primeiro é o testamento do diretor francês que faleceu esse ano. Como sempre, Resnais nos joga em um labirinto. Em meio aos ensaios de uma nova peça de teatro amador, Colin e Kathryn recebem a trágica notícia que seu amigo Georges está fatalmente doente e tem apenas alguns meses de vida. O que seria uma história trágica se levarmos em conta somente o enredo em si, entretanto a trama vira um filme onde o riso é o primordial.

coluna-c3a7eonardpA partir dessa notícia, uma reação em cadeia envolve todos os personagens. Expurgam histórias envolvendo interesses amorosos com foco nas mulheres Kathryn, Tamara e Monica, além dos maridos que vivem pisando em ovos. O diretor investe no teatro, o realismo não é sua essência.

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O cenário é puramente um palco italiano, as cores cenográficas, a ligação  que liga uma cena na outra é o trajeto de um carro a esmo, uma nova maneira de continuidade. Quem é Georges? Nunca sabemos, seria uma metáfora? Por que esse efeito catalisador? Resta-nos a ambiguidade, o riso das situações nonsense que fogem do real. Isso é Alan Resnais.

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Já o longa de Wes Anderson conta a história de Gustave H, um lendário concierge, em um famoso hotel na Europa entre as duas grandes guerras, e sua amizade com Zero Moustafa, um jovem empregado que se torna seu protegido. A trama envolve o roubo e a recuperação de uma pintura renascentista inestimável, a batalha por uma fortuna de família e as lentas e então súbitas mudanças que atingiram a Europa durante a primeira metade do século XX.

Riquezas, mulheres, regimes ditatoriais estão no caminho dessa dupla que ainda simboliza “fracos vislumbres de civilização restantes neste matadouro bárbaro que já foi conhecido como humanidade”.

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Outro destaque fica por conta do elenco Ralph Fiennes vive o concierge e Tony Revolori, de 16 anos, interpreta seu protegido. Completam o cast, Jude Law, Tilda Swinton, F. Murray Abraham, Harvey Keitel, Mathieu Amalric, Saoirse Ronan, Bill Murray, Owen Wilson, Edward Norton, Jeff Goldblum, Adrien Brody, Jason Schwartzman, Bob Balaban, Tom Wilkinsone, Willem Dafoe.

O Grande Hotel Budapeste tem um visual de desenho animado com as cores fortes e saturadas e as expressões dos personagens. O trabalho com a câmera é minimalista no manuseio de objetos em cena. Wes Anderson traz um pouco de luz nesse mundo chato e sombrio.

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