NOBORU NAKAMURA NA MOSTRA

8343O di6000retor japonês de destaque é Noboru Nakamura que completaria cem anos em 2014 e ganha homenagem na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O cineasta foi contemporâneo de Mizoguchi e Ozu, Nakamura trabalha a complexidade do universo e da temática feminina em seus filmes.

Noboru Nakamura nasceu em 1913 no Japão. Só recentemente, porém, em comemoração ao centenário do seu nascimento, seu cinema preciso e delicado passou a ser redescoberto fora do território nipônico, com a restauração de alguns de seus mais importantes filmes.

8345Nascido em Tóquio, Nakamura frequentava desde jovem o bairro de Asakusa, famoso por seus cinemas e teatros. Logo após se formar em literatura inglesa, ele começou a trabalhar como assistente de direção nos estúdios de cinema da Shochiku, sob a tutela de diretores como Torajiro Saito e Yasujiro Shimazu, ao lado de outros futuros diretores como Kozaburo Yoshimura e Keisuke Kinoshita.

A trajetória do cinema de Noboru Nakamura foi fortemente marcada por filmes que capturaram como poucos a complexidade do universo e da temática feminina dentro do cinema japonês – e também por suas famosas adaptações literárias. Ele estreou na direção de longas-metragens em 1941, com o documentário Seikatsu to Rizumu (Life and Rhythm). No ano seguinte, já dirigiu seu primeiro longa de ficção, Kekkon no Riso (The Ideals of Marriage). Começou aí uma trajetória de dezenas de filmes dirigidos num dos períodos mais intensamente criativos dos estúdios Shochiku.

8344Contemporâneo de cineastas como Yasujiro Ozu (1903-1963) e Kenji Mizoguchi (1898-1956), Nakamura dirigiu 82 filmes durante sua carreira, competiu em festivais como Cannes, Veneza e Berlim, além de ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro com Koto (Twin Sisters of Kyoto, 1963) e Chieko-sho (Portrait of Chieko, 1967). Nakamura faleceu em 1981, aos 68 anos.

A 38a Mostra exibe três de seus filmes mais representativos: Lar Doce Lar (Wagaya wa Tanoshi, 1951), Quando a Chuva Cai (Doshaburi, 1957) e Paixão Mórbida (Yoru no Henrin, 1964) em novas cópias produzidas pelo estúdio Shochiku e pelo festival Tokyo FILMeX.

Confira a programação no link

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