RELATOS MOSTRA V

Variedade é o que há na Mostra Internacioch68200nal de Cinema, nessa edição não poderia ser diferente. O que dizer da Trilogia Das Cores de Krzysztof Kieslowski? O diretor  aposta no drama de A Liberdade É Azul (1993), no humor negro de A Igualdade É Branca (1994) e mescla os dois lados na conclusão de A Fraternidade é Vermelha (1994).

Em Melô  (1986), Alain Resnais mostra uma mise-en-scène teatral, mas ao mesmo tempo cheia de ação numa história envolvendo um triângulo amoroso. Acontece muita coisa em um curto espaço, não para os olhares mais desatentos.

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the-spirit_05salto_nel_vuoto_michel_piccoli_marco_bellocchio_001_jpg_dbieJá em Salto no Vazio (1980), de Marco Bellocchio, o juiz Mauro Ponticelli vive uma história cheia de ambiguidade e reviravoltas.

E chega a vez de Victor Erice que só brindou o mundo com o essencial com um filme por década. Durante o evento, foram conferidos O Espírito da Colméia (1973) e O Sul (1983).

O primeiro lembra uma fábula moderna, onde o Frankenstein pode ser considerado um soldado que luta com as forças de Franco. Já o segundo revela um mundo cheio de segredos que cria um distanciamento de duas pessoas bem próximas. O diretor coloca crianças como personagens principais, como se olhasse o mundo com um olhar sincero, sem pensamentos pré-existentes.

KEY winter-sleep-086454 © nuri bilge ceylan-0-2000-0-1125-cropO turco Winter Sleep (2014), de Nuri Bilge Ceylan, traz um dilema ao enfatizar um enigma que envolve a vida do protagonista: Será que fazemos boas ações para mostrar que estamos acima de qualquer um, uma forma de demonstrar poder? Um pequeno hotel na Anatólia se torna uma espécie de exílio para os personagens. Destaque para a bela fotografia.

E mais uma vez, uma vida que se confunde com o próprio cinema, Manoel de Oliveira mostra todo seu encanto com o curta O Velho do Restelo (2014). Sentados num banco do século XXI, Dom Quixote, o poeta Luís Vaz de Camões e os escritores Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco. Juntos, eles vagueiam entre o passado e o presente, derrotas e glórias, vacuidade e alienação. Os personagens fazem um balanço de um tempo que não volta mais, um filme pode ser dizer testamento. Portugal, uma área dos conquistadores que hoje não tem o mesmo poderio.

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O curta utiliza trechos dos filmes de Manoel de Oliveira como Amor de Perdição (1979), Non, ou A Vã Glória de Mandar (1990), O Dia do Desespero (1992) e O Quinto Império: Ontem Como Hoje (2004), além do soviético Dom Quixote (1957), de Grigori Kozintsev.

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