NOS CINEMAS PT 2

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Essa é uma época em que as sessões de cinema se dividem com longas que serão destaques na corrida pelo Oscar. Alguns são realmente bons e outros nem tanto. Do mais blockbuster ao longa com caráter mais restrito na cenário cinematográfico. La Poderosa conferiu um por um, eis o resultado que você pode ler com muita calma agora. Foxcatcher, Birdman, Boyhood e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos.

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SteveCarellFoxcatcherQuem estava acostumado com Steve Carell no mundo da comédia tem uma bela surpresa com o trabalho do ator em Foxcatcher. A produção dirigida por Bennett Miller coloca em cena o campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) que sempre treinou com seu irmão mais velho, David (Mark Ruffalo), que é também uma lenda no esporte.

Um dia, o atleta é convidado para visitar o milionário John du Pont (Steve Carell) em sua mansão e recebe uma proposta muito além do que ele possa imaginar. Du Pont tem um tempo diferente de qualquer ser humano, a fala, o olhar e os gestos já identificam sua psicopatia. Como se estivesse assombrado pelos parentes mortos e que tiveram importância em várias áreas da história americana. É um homem que compra um tanque de guerra como se fosse um carrinho de brinquedo. Uma tragédia que pode acontecer a qualquer momento.

birdman-starring-michael-keaton-is-the-best-movie-of-the-yearTalvez Birdman é um dos mais falados e favoritos, porém a obra de Alejandro González Iñárritu é uma das mais superestimadas. Quando os elogios são superlativos demais, um olhar mais cuidadoso consegue identificar algo velho que é vendido como novo.

O enredo é focado em Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que fez muito sucesso interpretando o Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Porém, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway.

Não obstante, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), o protagonista precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente.

A metalinguagem com Michael Keaton é interessante, um excelente ator que se consagrou como o melhor Batman nos cinemas e teve outros papeis excelentes na telona. Todavia nunca foi considerado uma celebridade mainstream. Bons atores precisam fazer seu “pé de meia” antes de tentar algo mais autoral na carreira, um trabalho que realmente demostre todas suas qualidades, como é o caso do teatro nesse caso. Edward Norton já interpreta um cara que sabe utilizar bem os meios para aparecer.

O fator que vai contra o filme é o que muitos colocam como sua qualidade principal: a questão dos planos sequências. A técnica é utilizada para enfatizar uma cena, Iñárritu usa de maneira exibicionista e não como ação dramática dentro do contexto. Uns dizem que esse cineasta é inovador, outros falam que o diretor citou Hitchcock ou Sokurov (Que trabalharam com o mesmo artifício acertadamente). Dois erros. Aqui, o recurso simplesmente cai no automático, perdendo força ao longo do tempo.

boyhood-movie-teenagerRichard Linklater sabe marcar o tempo e a vida em seus personagens, não precisamos ir muito longe para comprovar, a trilogia de Jesse e Céline é o exemplo claro: Antes do Amanhecer (1995), Antes do Pôr-do-Sol (2004) e Antes da Meia-Noite (2013). Dessa vez, o diretor não fez outra trilogia, resolveu investir um projeto que acompanha a vida de Mason (Ellar Coltrane) no período de 12 anos: Boyhood.

O garoto acompanha a vida de seus pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette), encara o bullying, as bebedeiras de seus padrastos, a ausência do pai, mudanças de casas e ambientes, o despertar de paixões e da sexualidade, uma porta que vai se abrindo e se preenchendo com o mundo.

O longa derrapa nas atuações imprecisas de Ellar Coltrane e da atriz que vive sua irmã e na insistência do diretor marcar o tempo com referências pop, principalmente no início. Mas, aquele olhar longínquo é algo marcante, uma característica que o acompanhará até a sua ida para a faculdade. O filme possui 166 minutos, parece que é a mesma duração (Ou menos) quando olhamos para trás para relembrarmos o que já vivemos.

cinema-o-hobbit-a-desolacao-de-smaug-20131212-07-size-598O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos conseguiu manter o ritmo do segundo filme e garantiu um dinamismo que faltou muito ao primeiro. O trabalho de Peter Jackson está longe de ser um épico incrível, mas é preciso elogiar o modo como pensou a Terra Média, de J. R. R. Tolkien. Contudo, é clara a escolha caça-níquel para a realização da nova franquia que veio homenagear e ganhar dinheiros dos fãs de O Senhor dos Anéis.

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