MOSTRA KENJI MIZOGUCHI

201504-post-mostraromizoguchioriginalEm parceria com a Fundação Japão, a Cinemateca Brasileira apresenta seis títulos do mestre Kenji Mizoguchi. A programação é composta por títulos do acervo da Fundação , tem entrada gratuita e vai de 9 a 19 de abril.

 Um dos mais importantes cineastas do Oriente, Mizoguchi nasceu em Tóquio, em 1898. Um especialista em retratos femininos que dirigiu mais de 90 filmes entre 1923 e 1956. A Cinemateca exibe filmes produzidos na década de 1950 – obras-primas como Os Amantes Crucificados (1954), Contos Da Lua Vaga (1953), Oharu -A Vida De Uma Cortesã (1952) e O Intendente Sansho, filme que conquistou o Leão de Prata no Festival de Veneza em 1954. Também serão exibidos A Música De Guion (1953) e A Nova Saga Do Clã Taira (1955).

O diretor é um dos grandes gênios do cinema e coloco um trecho do crítico Sergio Alpendre que enfatiza suas qualidades:

“Uma pergunta que ouvi no fim de 2009 ainda ecoa na minha cabeça: “Qual seria, hoje, o cinema a ser defendido?” Depois de alguma hesitação, respondi: “o cinema que apresentasse alguns ou todos os preceitos de Mizoguchi, ou, se não fosse possível apresentar tais preceitos, que pelo menos não os negasse”. Em alguma medida, a maior parte do que interessa no cinema contemporâneo responde por algum princípio que Mizoguchi defendia – e como ele, de maneira ligeiramente diferente, defendiam Raoul Walsh, Otto Preminger, Fritz Lang, Joseph Losey, Ida Lupino, Shohei Imamura, Manoel de Oliveira, Jean-Marie Straub & Danielle Huillet, Abbas Kiarostami, Andrei Tarkovsky e alguns outros, todos diretores com um ou mais pontos de contato com a estética de Mizoguchi.

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Essa estética é baseada na câmera persecutória e na discrição no registro das emoções do ator, para que essas mesmas emoções se transfiram diretamente ao espectador, sem chantagens nem manipulações. Walsh e Preminger, por exemplo, acreditavam no plano-sequência como respeito ao trabalho do ator e como possibilidade maior de conseguir o máximo de sua interpretação e assim pensava, também, Samuel Fuller, Joseph Losey, Max Ophuls e Shohei Imamura. Lupino e Lang ainda respeitavam a inevitabilidade do confronto com o espaço, assim como o registro que preservasse a intimidade do ator. Straub e Oliveira convergem pela preocupação com o texto, com as diferentes entonações que esse texto pode proporcionar, e pela maneira como essas entonações dirigem a performance do ator dentro do espaço cênico.”

Cinemateca Brasileira

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070 – São Paulo

(11) 3512-6111 / contato@cinemateca.org.br

Confira a programação no site http://www.cinemateca.gov.br/

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