DIRECTED BY JOHN FORD

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Com muitos filmes e boas leituras é impressionante como podemos admirar ainda mais a figura de um gênio do cinema: John Ford.

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“Como Shakespeare, as visões documentais de Ford nos dão um mundo ideal. A sua representação, a sua encenação, é a recriação idealista e fictícia de um mundo, no seu caso concreto o mundo americano entre a Guerra de Secessão e a Segunda Guerra Mundial. Caso se queira o poeta desses cem anos de história, o nome dele é John Ford. Criando a partir da alegria e da fúria – como outro irlandês (Yeats) dizia a propósito de Shakespeare – “de cada discordância fazendo surgir a harmonia”. “Dionísio fala da linguagem de Apolo, mas Apolo acaba por falar a linguagem de Dionísio”. (Nietzsche). Pense em Rastros de Ódio (The Searches, 1956),em  Asas de Águia (The Winds of Eagles, 1957), em O Homem que Matou o Facínora (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962). Estarei forçando as coisas? “I never saw God come down and take café of anyone”. As palavras colocadas na boca de Ann Bancroft, no final de Sete Mulheres(7 Women, 1965) pelo católico Ford são talvez uma expressão cimeira da “finalidade da arte em geral”, como o plano em que John Wayne pega no colo Natalie Wood em Rastros de Ódio.

Trecho de Ford On Hollywood, de João Bérnard da Costa

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