CLINT EASTWOOD, PTA, CRONEMBERG E PAUL VECCHIALI

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02Jersey Boys

O penúltimo filme de Clint Eastwood teve umas das piores distribuições dos últimos tempos nas salas de cinema. Ainda mais na época da Copa do Mundo do ano passado.  Razão pela qual só foi possível conferir agora.

Nos últimos longas, o mestre tem se preocupado de fazer uma viagem pela história americana. Podemos ver isso nos longas sobre guerras e ícones dos EUA, agora o diretor segue o mesmo caminho, porém utiliza a música. O filme narra os altos e baixos do grupo The Four Seasons, quarteto que surgiu em Nova Jersey na década de 1960.

A ligação com um mafioso, os desentendimentos, as dívidas escancaram a banda que tinha sucessos como Big Girls Don’t Cry, Sherry, December 1963 (Oh, What A Night), My Eyes Adored You, Stay. Frankie Valli (John Lloyd Young) é o símbolo do sucesso com sua voz incomparável e dos problemas, pois tudo cai em seus ombros. Mais uma vez Clint Eastwood se empenha em desmistificar mitos.

005Vício Inerente 

O novo longa de Paul Thomas Anderson coloca na tela a desilusão de uma geração.  O herói Larry “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix) é um charlatão detetive particular viciado em drogas. O sequestro de um bilionário latifundiário e o desaparecimento de sua ex-namorada indicam algo maior em sua jornada insana que parte em uma busca por algo que não existe. Nada é palpável.

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A Última Ceia vira uma “pizzada”. Nazismo, comunismo,  empreendimentos imobiliários,  uma seita,  um dentista, uma mistura.  Onde fomos parar? Não é melhor que os últimos filmes do diretor,  mas poderia se encaixar bem na Hollywood dos anos 70 com a fragmentação do American Way of Life. O desenvolvimento da história é como uma trama de filme noir, onde tudo é maior do que o parece.

07Mapa das Estrelas

David Cronemberg é a crítica ácida pura. Soube como poucos prever as insanidades e neuras da sociedade.  E seu mais novo filme martela em cheio Hollywood.

Temos a “quase estrela” que quer levantar a carreira com um papel que a própria mãe fez anteriormente (A indústria não se preocupa em criar nada de novo).  Um ator-criança considerado um ícone da indústria com a imagem desgastada de uma franquia que insiste em continuar (A pseudo-celebridade que se ator do dia pra noite).

Um motorista de limusines que deseja alcançar o oásis cinematográfico. Um incesto que funciona como catarse e efeito dominó com personagens separados, contudo unidos ao mesmo tempo.

OC764678_P3001_185475Noites Brancas no Píer

Um dos maiores destaques da 38ª Mostra Internacional de São Paulo, o longa de Paul Vecchiali é baseado no clássico Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski. A história se passa no píer de uma cidade portuária, uma jovem mulher espera o homem de sua vida. Todos os dias, um homem, que está passando por um período sabático, caminha pela região. Ao longo de quatro noites, eles conversam, até que ele se apaixona por ela.

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Os personagens são como dois fantasmas que se unem pela solidão. O cinema de Vecchiali é focado na síntese e na palavra, uma linguagem que se preocupa na essência em cada tomada. As sombras, a luz, o movimento sutil da câmera constroem uma relação de cumplicidade até a chegada do ruído com o barulho de celular. Um ato que faz desmoronar toda a afinidade que sido estabelecida até o momento.

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