SESSÃO MEU ÚNICO AMOR

img821.jpg-originalDando sequência às projeções históricas que a Mostra realiza ao ar livre no Parque Ibirapuera, a edição deste ano trará a público Meu Único Amor (1927), de Sam Taylor, pérola do cinema mudo que marca um fim e um começo na carreira da atriz e produtora Mary Pickford. Foi sua despedida do cinema mudo, do qual foi uma das principais estrelas, mas também a primeira parceria com o diretor Sam Taylor, com quem faria a maior parte de seus filmes falados.

img794.jpg-originalNesta 39ª Mostra, Pickford tem seu pioneirismo homenageado com a exibição de cópia restaurada de um de seus filmes mais exitosos. Meu Único Amor integra a retrospectiva The Film Foundation.

Neste filme, Mary Pickford interpreta Maggie, jovem que se divide entre trabalhar em uma loja e cuidar dos pais e da irmã, que contam com ela para tudo. Quando conhece Joe, funcionário novato de seu departamento, Maggie se apaixona sem saber que ele, na verdade, é filho do dono da loja.

Quando conseguiu o papel de Joe, Charles “Buddy” Rodgers era um ator em início de carreira. O romance não ficou apenas na ficção: em 1937 ele se tornou o terceiro marido da atriz, com quem ela permaneceu casada até sua morte, em 1979.Meu Único Amor também reuniu a estrela com seu diretor de fotografia favorito, Charles Rosher, ganhador do Oscar por Aurora (1927), de F.W. Murnau, e Virtude Selvagem (1946), de Clarence Brown. Rosher foi um dos principais parceiros de Pickford e desenvolveu técnicas para filmar o rosto da atriz que, aos 35 anos, interpretava em Meu Único Amor uma personagem no início da vida adulta.

Conhecida como “pequena Mary” e “garota dos cachos”, Pickford fazia sucesso no papel de mocinhas ingênuas, mas na vida real tomava as rédeas da própria carreira.

masqu087.jpg-originalimg706.jpg-originalNascida em Toronto, em 1892, começou a atuar quando criança, depois da morte do pai, para ajudar a sustentar a mãe e dois irmãos. Estreou no cinema em 1909 e, conforme ganhou popularidade, negociou aumentos de salário e novos contratos. Um deles, assinado em 1916 com Adolph Zukor, deu a Pickford o poder de escolher seus projetos, bem como roteiristas e diretores. No mesmo ano ela formou sua própria produtora, a Mary Pickford Film Corporation.

Buscando maior controle financeiro e artístico na produção e distribuição de seus filmes, em 1919 a atriz foi uma das fundadoras da United Artists, primeiro estúdio comandado por artistas. Ao seu lado estavam D.W. Griffith, Charlie Chaplin e Douglas Fairbanks, seu segundo marido, com quem formou um dos casais mais poderosos da história de Hollywood.

Na era do cinema falado, Pickford teve presença breve: ganhou um Oscar por Coquete (1929), mas encerrou a carreira em 1933, com Segredos. Décadas depois, em 1976, recebeu um Oscar pelo conjunto da obra. A atriz é lembrada, ainda, como pioneira do movimento pela preservação de obras cinematográficas.

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