#MOSTRASP: CLÁSSICOS 1

Blimp-4Coronel Blimp – Vida e Morte (The Life and Death of Colonel Blimp, 1943) é uma epopeia dirigida por Michael Powell e Emeric Pressburger. O plano sequência de flashback na piscina transporta de maneira delicada o velho Clive Candy (Roger Livesey) para o seus dias de juventude. Uma dos momentos mais belos do filme que tem como protagonista um homem alegre, que se sente um outsider, não se encaixa nos dias de hoje. Apesar do jeito efusivo, a solidão é a única constante de sua vida.

Mostra Internacional

it-happened-4Em Aconteceu Aquela Noite (It Happened One Night, 1934), Frank Capra comanda uma comédia com várias camadas, sempre coloca um personagem com uma moral duvidosa que pode atingir a redenção. No caso, estamos falando do jornalista oportunista Peter Warren (Clark Gable) que deseja escrever a história de sua vida ao se deparar com Ellie (Claudette Colbert), a filha de um milionário que deseja afrontar as ideias do pai sobre o seu casamento. Os protagonistas formam um belo duo nessa espécie de road trip.

ON THE WATERFRONT, Rod Steiger, Marlon Brando, 1954

ON THE WATERFRONT, Rod Steiger, Marlon Brando, 1954

Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954) é uma das obras-primas de Elia Kazan que retrata a máfia do sindicato que atua nas docas de Nova York. O centro da atuação é do ex-boxeador Terry Malloy (Marlon Brando). Um homem com a origem dúbia, em que a vida sempre parou no quase.

A claustrofóbica cena do carro é símbolo da atmosfera criada pelo diretor em um filme que tem muito haver com sua delação de alguns amigos na época caça às bruxas do macarthismo. O som do navio revela anuncia ruído na relação de Malloy com Edie Doyle (Eva Marie Saint) e a cena da igreja mostram todo o arsenal cinematográfico e a estética do diretor.

rashomon-(1950)-large-pictureE o que dizer de Rashomon (1950), do mestre Akira Kurosawa? Um filme que não se esgota, somos levados juntos com o camponês mata adentro em uma história com diversos lados, um emaranhado de possibilidades. Somos o júri, onde os personagens relatam o testemunho e somos obrigados a emitir uma sentença. Qual a verdade?

limiteLimite (1931), de Mário Peixoto, revela um cinema brasileiro experimental e cheio leituras. Personagens que são jogados a esmo, o passado pode dar algumas pistas e mostrar o caminho que os levou até ali. Uma sessão história, valorização da memória e do audiovisual brasileiro. Um trabalho inestimável da Film Foudation.

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