#MOSTRASP: WOLFGANG BECKER, COLOMBIA E SON OF SAUL

ich-und-kaminski-von-wolfgang-becker-im-kinoiundk-plakatWolfgang Becker realizou um dos filmes mais divertidos da última Mostra: Kaminsky e Eu (Ich Und Kaminski, 2015). Na busca por fortuna e glória, o jovem jornalista Sebastian Zöllner (Daniel Brühl) é um homem sem vergonha e oportunista e se propõe a escrever a biografia de do pintor enigmático Manuel Kaminski (Jesper Christensen).

Antes, no entanto, ele tem de convencer o velho artista, que vive com sua filha nos Alpes. A história cruza a Europa Ocidental, dos Alpes à França, à Alemanha e à costa do Mar do Norte da Bélgica. Se torna uma verdadeiro road movie, onde se pretende descobrir como o artista cego conseguiu atingir um grande patamar no ramo da arte. Suborno, falta de ética, um velho rabugento compõem o mosaico da descoberta interior do jornalista charlatão.

Mostra Internacionalson-of-saul-cannes-film-festivalSon of Saul (Saul Fia), de László Nemes, se passa em outubro de 1944, campo de Auschwitz-Birkenau. Saul Ausländer (Géza Röhrig) é um húngaro que integra o Sonderkommando, grupo de prisioneiros judeus forçados a ajudar os nazistas no extermínio em larga escala. Trabalhando nos crematórios, o protagonista descobre o corpo de um garoto que acredita ser seu filho e decide se lançar em uma tarefa impossível: salvar o corpo da criança das chamas, encontrar um rabino para o Kadish e dar ao menino um enterro apropriado. Tudo em meio ao caos dos nazistas e uma rebelião dos judeus. O longa foi vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

Com uma estética extremamente claustrofóbica, acompanhamos a jornada do personagem por meio de planos-sequência, como se fossemos um companheiro de cela. Enxergamos relances dos acontecimentos macros envolvendo os judeus, pois o olhar da câmera foca no drama individual. Mata-se gente como se fosse formiga, uma atrocidade sem limites, um clima pesado a cada cena, um filme que fala por meio de sons e ruídos.

tierraysombra3A Terra e a Sombra (La Tierra Y La Sombra), de César Augusto Acevedo, é rodado na Colômbia e coproduzido por mais quatro países, o Brasil inclusive, o longa-metragem acompanha uma família humilde, que vive em uma casa remota, próxima à plantação de cana de açúcar. É lá que um homem, com sérios problemas de saúde, mal consegue sair do quarto, tamanha sua fraqueza. As janelas da casa ficam permanentemente fechadas, o que dá ao ambiente a sensação de uma prisão.

A fotografia do longa se destaca em meio ao nada em que a história é desenrolada. O recorte da trama mostra um mundo em um verdadeiro exílio, não só do doente em questão. É um isolamento social. Um povo que ainda se comporta como vassalos sob o domínio dos senhores feudais.

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