É MUITO FILME

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A 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo trouxe um verdadeiro arsenal de filmes maravilhosos, dos clássicos aos mais novos lançamentos.

Paul Verhoeven se mostrou um cineasta falsário no bom sentido mais uma vez. Em seu mais novo trabalho Elle, uma história de vingança? Se fosse um cineasta comum até que a trama poderia ter sido. Contudo, Michèle (Isabelle Huppert) tem uma mente ambígua, uma busca pelo prazer que precisa ter êxtase igual a um jogo novo de videogame.

E podemos emendar com O Quarto Homem (Die Vierde Man, 1983), uma trama que não distinguimos o que é real ou o que vem da cabeça do protagonista Gerard Reve (Jeroen Krabbé).

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Marco Bellocchio coloca o tempo como uma das principais marcas de seu cinema político e crítico a religião e afins. Está na saga de legitimar o filho de Benito Mussolini em Vencer (Vincere, 2010); no personagem que busca respostas sobre a morte da mãe em Belos Sonhos (Fai Bei Sogni, 2016) e em todos os pilares de Sangue do Meu Sangue (Sangue Del Mio Sangue, 2015), onde o ciclo de poderes da cidade italiana de Bobbio insiste em se manter da idade média aos tempos atuais. Continuar lendo