É MUITO FILME

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A 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo trouxe um verdadeiro arsenal de filmes maravilhosos, dos clássicos aos mais novos lançamentos.

Paul Verhoeven se mostrou um cineasta falsário no bom sentido mais uma vez. Em seu mais novo trabalho Elle, uma história de vingança? Se fosse um cineasta comum até que a trama poderia ter sido. Contudo, Michèle (Isabelle Huppert) tem uma mente ambígua, uma busca pelo prazer que precisa ter êxtase igual a um jogo novo de videogame.

E podemos emendar com O Quarto Homem (Die Vierde Man, 1983), uma trama que não distinguimos o que é real ou o que vem da cabeça do protagonista Gerard Reve (Jeroen Krabbé).

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Marco Bellocchio coloca o tempo como uma das principais marcas de seu cinema político e crítico a religião e afins. Está na saga de legitimar o filho de Benito Mussolini em Vencer (Vincere, 2010); no personagem que busca respostas sobre a morte da mãe em Belos Sonhos (Fai Bei Sogni, 2016) e em todos os pilares de Sangue do Meu Sangue (Sangue Del Mio Sangue, 2015), onde o ciclo de poderes da cidade italiana de Bobbio insiste em se manter da idade média aos tempos atuais.

A fisicalidade de William Friedkin está naquela selva interminável com os personagens sem pátria e exilados de O Comboio do Medo (Sorcerer, 1977); ou na perseguição de Popeye (Gene Hackman e Cloudy (Roy Scheider) contra Pierre Nicoli (Marcel Bozzuffi), ou dos policiais sem escrúpulos de Viver E Morrer Em Los Angeles (To Live And Die In L.A., 1985).

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E Persona (1966) continua deixando mais perguntas do que respostas a cada revisão, são duas mulheres, é uma e toda trama acontece em sua mente, aquela ilha é um outro mundo, é o mundo de Ingmar Bergman.

O Ignorante (Le Cancre, 2016), de Paul Vecchiali, traz todos as amarguras na vivência de Rodolphe, interpretado pelo próprio diretor.

Bonus Track: Pelo circuito!

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Longe de ser o maior filme da história brasileiro em função do hype criado na internet. Aquarius é um filme necessário sobre o Brasil de verdade. A memória está instalada ali no início com a festa dos anos 80 que passa suavemente para os dias atuais. Assim como o Franco Atirador, do Michael Cimino. Da festa para a guerra, como também no longa de Kleber Mendonça. Um tempo de guerra, pois estamos na época do imediatismo, da especulação imobiliária. Não existe mais tempo para recordações, a máquina dos pequenos poderes precisa girar. Qualquer questionamento sobre o assunto, você é considerado errado.

E como blockbusters, Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2016) foi o melhor, Tarantino mostrando que a base da sociedade americana está na violência. Cheio de monólogos, sanguinário, uma tensão constante.

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